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terça-feira, dezembro 27, 2005
terça-feira, novembro 15, 2005
Notas Soltas
Hoje ao voltar de uma conferência da Ordem (pausa para chorar, gritar e espernear) tive o grato prazer de subir a Avenida da Liberdade com os meus colegas de escritório a comer castanhas e a conversar sobre futilidades...
Lembrei-me de imediato das nossas caminhadas há quase um ano em Madrid. E porquê? Porque efectivamente parecia que estavamos de férias, a passear numa cidade estranha, embora amiga.
Lembrei-me de imediato das nossas caminhadas há quase um ano em Madrid. E porquê? Porque efectivamente parecia que estavamos de férias, a passear numa cidade estranha, embora amiga.
Deviamos ter mais momentos assim... para disfrutar a nossa cidade com os nossos amigos, a conversar sobre tudo e sobre nada!
sexta-feira, maio 27, 2005
A Escala
Hoje passei a manhã numa escala - essas coisas que os advogados estagiários têm que fazer - e só isso bastou para perceber que, de facto, o Portugal que existe é muito diferente do Portugal que nós (eu!) imaginamos existir.
Primeiro ponto, o tribunal não tinha condições nenhumas para funcionar como tal. A sala do Advogado é horrível, tem uma alcatifa do tempo da Maria Cachucha, cheia de nódoas, para não destoar. Nessa sala não apenas ouvimos a música dos funcionários da Secretaria como as suas conversas que são do género: onde deixar os miúdos que hoje não têm escola, passando pela sogra está com uma crise de gota e o que vai ser para o jantar! (Vá lá, sempre serve para animar!)
Falando da escala, tenho que dizer que cheguei ao tribunal pontualmente às 9.30 e estive 2 horas e meia a olhar para o tecto. Ou melhor, só não estive porque levei o jornal (O Indy) e a Visão para ler. Quando acabei a leitura (incluindo o suplemento saúde no qual aprendi coisas tão importantes como a distinguir os vários tipos de melanomas ou que mentir até faz bem!) foi o código que me fez companhia (bem como a música da Anastasia e as conversas do lado!)
Devo confessar que também aproveitei o tempo para reflectir sobre as consequências do Não francês ao T.C.E.U., conclusões essas que, a breve trecho, serão publicadas num blog perto de si! ;) E ri a bom rir com a afirmação de Laurent Fabius, partidário do Não: «A França é feita de gente que não se deixa intimidar.» Pétain que o diga!
Eis senão quando, no meio do marasmo existencial que era aquele tribunal e das minhas considerações euro-atentas vêm chamar-me ao telefone porque noutro Tribunal, ali na zona, precisavam de uma advogada.
É aí que me apercebo que, possivelmente em nome do sacrossanto défice, quem faz escala no Tribunal Criminal também dá uma ' perninha' no Tribunal de Família e Menores e, na falta de parteiras, ainda é escalado para dar uma ajuda na Alfredo da Costa ! (Não faço ideia se, no turno da tarde, ainda podemos acumular funções com a recolha do lixo... Talvez (e se) quando o Carrilho for Presidente!)
Chegada ao Tribunal de Menores assisti à inquirição de um miúdo e mais não fiz do dizer 4 ou 5 palavras. De seguida passam-me para a mão a folhinha dos honorários. É que por isso, por 4 ou 5 palavras, o Estado (sim, esse mesmo, o monstro que não consegue controlar a despesa!) vai pagar-me! E o défice????????? Onde fica o DÉFICE??????????
Sic transit gloria mundi!
Primeiro ponto, o tribunal não tinha condições nenhumas para funcionar como tal. A sala do Advogado é horrível, tem uma alcatifa do tempo da Maria Cachucha, cheia de nódoas, para não destoar. Nessa sala não apenas ouvimos a música dos funcionários da Secretaria como as suas conversas que são do género: onde deixar os miúdos que hoje não têm escola, passando pela sogra está com uma crise de gota e o que vai ser para o jantar! (Vá lá, sempre serve para animar!)
Falando da escala, tenho que dizer que cheguei ao tribunal pontualmente às 9.30 e estive 2 horas e meia a olhar para o tecto. Ou melhor, só não estive porque levei o jornal (O Indy) e a Visão para ler. Quando acabei a leitura (incluindo o suplemento saúde no qual aprendi coisas tão importantes como a distinguir os vários tipos de melanomas ou que mentir até faz bem!) foi o código que me fez companhia (bem como a música da Anastasia e as conversas do lado!)
Devo confessar que também aproveitei o tempo para reflectir sobre as consequências do Não francês ao T.C.E.U., conclusões essas que, a breve trecho, serão publicadas num blog perto de si! ;) E ri a bom rir com a afirmação de Laurent Fabius, partidário do Não: «A França é feita de gente que não se deixa intimidar.» Pétain que o diga!
Eis senão quando, no meio do marasmo existencial que era aquele tribunal e das minhas considerações euro-atentas vêm chamar-me ao telefone porque noutro Tribunal, ali na zona, precisavam de uma advogada.
É aí que me apercebo que, possivelmente em nome do sacrossanto défice, quem faz escala no Tribunal Criminal também dá uma ' perninha' no Tribunal de Família e Menores e, na falta de parteiras, ainda é escalado para dar uma ajuda na Alfredo da Costa ! (Não faço ideia se, no turno da tarde, ainda podemos acumular funções com a recolha do lixo... Talvez (e se) quando o Carrilho for Presidente!)
Chegada ao Tribunal de Menores assisti à inquirição de um miúdo e mais não fiz do dizer 4 ou 5 palavras. De seguida passam-me para a mão a folhinha dos honorários. É que por isso, por 4 ou 5 palavras, o Estado (sim, esse mesmo, o monstro que não consegue controlar a despesa!) vai pagar-me! E o défice????????? Onde fica o DÉFICE??????????
Sic transit gloria mundi!
sábado, maio 07, 2005
«Confissões de uma estagiária»
Este bem que podia ser o título de um filme ou de um livro (talvez aquele que um dia escreverei!) mas por enquanto é tão só um post de justificação de faltas sistemáticas (será que tenho reservado um bloggosférico chumbo no fim do ano?) ...
Esta vida de estagiária, meninas e meninos, não é fácil! Acreditem ou não eu já tenho saudades das noitadas a estudar (que, no fim de contas, na pior das hipóteses seriam 10 por ano - média razoável para uma aluna que sempre preferiu guardar o sprint para a recta final!), dos dias na biblioteca passados entre os livros e as descontraídas gargalhadas no bar ou nos corredores, do stress da saída de uma nota que só me comprometia a mim e cujos méritos também eram exclusivos meus!
Saudades da saudável irresponsabilidade pontuada, de vez em quando, pelos stresses dos exames que acabavam sempre por, no final, correr bem, mesmo quando corriam mal!
E agora, que começo a receber as fitas dos amigos que este ano acabam o curso, sinto imensas saudades dos meus tempos de aluna... e penso como, há um ano, estava enganada quando pensava que estava farta da faculdade e queria começar a trabalhar à séria! É que, visto à distância, com o melhor filtro daquilo que é importante e totalmente irrelevante - o TEMPO - sei que os meus últimos anos de faculdade foram dos mais divertidos que há! A leveza, o descomprometimento, alguma irresponsabilidade, a confiança na sorte e na inteligência - em detrimento, muitas vezes, do estudo aprofundado das questões! Era bom, não era?
E agora é tudo diferente. No mundo do trabalho não nos pedem nada à excepção de uma coisa -PERFEIÇÃO. Perfeição material e perfeição formal. Atenção a tudo e responsabilização máxima. Nada de confiar que na oral o Professor não vai perguntar nada da página 460 em diante. Nada de achar que, com uma luzes, consigo responder ao exame e safar-me com um surpreendente 14! Isso acabou!
Agora é a sério e se isso custa é, exactamente, pelo mesmo motivo que crescer também custa (as tais das dores de crescimento!). E acreditem que deixar para trás a vida de estudante e começar a trabalhar, por incrível que pareça, é também um marco (talvez um dos mais definitivos) na passagem da 'adolescência' à idade adulta, embora ocorra por volta dos 22 ou 23 anos! Já repararam como há pequenos indícios que demonstram isso mesmo? A maneira de vestirmos - antes de trabalharmos alguma andávamos sempre com calças 'à senhora' ou com sapatos 'xpto' ou de fato? -, o facto de sermos tratados, de repente e a despropósito, como 'a Drª' e 'a senhora' quando até aí eramos a Beatriz, a Maria, a Inês ou a Filipa ou, simplesmente, ' a menina', ou até a maneira como temos que passar a falar e a forma como nos devemos comportar?
Se querem saber a minha opinião, isso de crescer é uma grande chatice, mas é daquelas chatices pelas quais todos passamos. E como não temos escapatória e não queremos ser uns retardados mentais - sim, porque Neverland não existe e o Peter Pan é um caso isolado - temos que aprender a lidar com a responsabilidade da nossa nova idade adulta e saber daí retirar as vantagens. Mas para isso precisamos de um tempo de habituação às novas 'funções' - que, ainda por cima, vieram para ficar, porque uma vez declarados adultos só o deixamos de ser quando de velhos tornarmos a meninos (!).
Enfim, isto tudo para dizer que a minha presença na Bloggosfera tem perdido por causa desta minha nova vida de «estagiária» que, até tem sido interessante, para além de bastante preenchida! E o Blog ressente-se mas mantém-se como o meu 'jardim infantil' privativo no qual não sou nem 'Drª' nem senhora, no qual para entrar não é preciso nenhum dressing code especial e no qual digo tudo o que me apetece! É por isso que eu gosto muito do meu SLIH, que deve mesmo ser irreverente, gostem ou não! Aliás o lema do SLIH foi e será sempre «Some like it hot and some like it not». Eu fiz a minha escolha!
quarta-feira, abril 06, 2005
Não sei que título dar, 'tá' bem?
Obrigada Paulo, pelos parabéns pelo Blog e pelas notas nos exames da Ordem.
Não tarda tenho mesmo que ir buscar o 'babete'... é que já não falta nada!!!!
__________________
Estou com a sensação que isto é uma imensa responsabilidade!
Não tarda tenho mesmo que ir buscar o 'babete'... é que já não falta nada!!!!
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Estou com a sensação que isto é uma imensa responsabilidade!
sexta-feira, abril 01, 2005
E ainda...
E este deu-me um brilhante 18.
Confesso que não esperava e que fiquei contente. Há muito tempo que não saboreava uma nota destas...
Confesso que não esperava e que fiquei contente. Há muito tempo que não saboreava uma nota destas...
Mais notas
quinta-feira, março 24, 2005
Obrigada Francisco!
Quando os parabéns vêm de quem não anda por aí a desperdiçar elogios (e tem elevados critérios de avaliação do mérito próprio e alheio), têm o triplo do valor!
Obrigada Carlos!
Mais uma vez digo que se ter 17 foi bom, estas manifestações acabam por ser muito mais importantes!
Agradeço as tuas palavras que sei que são fruto de uma amizade que vai muito além da política, da JP e do facto de ser tua futura 'vice-presidente'.
_________________________
Entretanto esta já deve ser a nota mais famosa da Bloggosfera!
Agradeço as tuas palavras que sei que são fruto de uma amizade que vai muito além da política, da JP e do facto de ser tua futura 'vice-presidente'.
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Entretanto esta já deve ser a nota mais famosa da Bloggosfera!
quarta-feira, março 23, 2005
Obrigada Zé!
Se ter 17 é bom, isto o que será?
'Nuestros hermanos' andam a fazer-me bem, mas as bases já cá estavam e não esqueço o muito que aprendi consigo!
'Nuestros hermanos' andam a fazer-me bem, mas as bases já cá estavam e não esqueço o muito que aprendi consigo!
A primeira...
Nota Explicativa do Post: a autora deste Blog assume-se como vaidosa, sobretudo vaidosa dos seus méritos académicos. Por isso publicita uma nota que a deixa feliz e que é, manifestamente, uma boa nota. Daqui para a frente, só publicitarei aquelas que estiverem ao mesmo nível (ou seja, espero publicitar mais duas!)
Se, porventura, não disser mais nada, é porque não é suposto falarem-me deste assunto! ;)
sábado, março 05, 2005
sexta-feira, março 04, 2005
sábado, fevereiro 26, 2005
Hoje foi mais um...
Prática Processual Civil.
Correu bem, não era nada do outro mundo.
Mas continuo a não gostar de fazer exames na Clássica. Sinto-me desconfortável. Como que fora de casa...
E aquela coisa de estarmos todos arrumadinhos, por ordem alfabética, só me faz pensar nos campos de concentração nazis, vá-se lá saber porque.
Enfim, já só falta um!
Correu bem, não era nada do outro mundo.
Mas continuo a não gostar de fazer exames na Clássica. Sinto-me desconfortável. Como que fora de casa...
E aquela coisa de estarmos todos arrumadinhos, por ordem alfabética, só me faz pensar nos campos de concentração nazis, vá-se lá saber porque.
Enfim, já só falta um!
sexta-feira, fevereiro 25, 2005
sexta-feira, fevereiro 18, 2005
Exame. BRRRRRRRRRRRRRRRRRRRR!!!!!
Quase sete meses depois do meu último exame eis que volto aos bancos da faculdade (não a minha, mas enfim!) para o meu primeiro exame para a Ordem dos Advogados.
Amanhã às 9.00 horas rezem por mim e pela minha capacidade de responder a um exame de deontologia!
Amanhã às 9.00 horas rezem por mim e pela minha capacidade de responder a um exame de deontologia!
quinta-feira, fevereiro 17, 2005
Divagações de alguém que passou o dia a ler sobre deontologia profissional...
Não sei como, sendo a idoneidade moral um requisito profissional, certas pessoas ainda ostentam o título de 'advogados'.
Não sei porque é que advogados podem ser comentadores televisivos.
Não sei porque é que há normas tão restritivas de publicidade.
Não sei porque é que ser vereador não é incompatível com o exercício da advocacia. (O mesmo para os deputados).
Não sei porque é que eu tenho que fazer um estágio de 2 anos, com seis exames e uma prova de agregação se aqui ao lado, em Espanha, quem acaba o curso de Direito, vai ao Colegio de Abogados, inscreve-se e pronto, é 'abogado' de pleno direito, sem exames, sem formações, sem exames, sem chatices!
Desculpem o desabafo mas há coisas que me irritam!
Não sei porque é que advogados podem ser comentadores televisivos.
Não sei porque é que há normas tão restritivas de publicidade.
Não sei porque é que ser vereador não é incompatível com o exercício da advocacia. (O mesmo para os deputados).
Não sei porque é que eu tenho que fazer um estágio de 2 anos, com seis exames e uma prova de agregação se aqui ao lado, em Espanha, quem acaba o curso de Direito, vai ao Colegio de Abogados, inscreve-se e pronto, é 'abogado' de pleno direito, sem exames, sem formações, sem exames, sem chatices!
Desculpem o desabafo mas há coisas que me irritam!
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