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domingo, fevereiro 24, 2013

Oscars





Longe vão os tempos em que me dava ao luxo de ficar acordada uma noite inteira para ver a cerimónia da entrega dos Oscars! A idade e as obrigações não perdoam e, por isso, amanhã lá acordarei para saber quem foram os vencedores, para comentar os vestidos e, com sorte, à noite verei um qualquer resumo da cerimónia, entretanto disponível online.


Mas como noite de Oscars é noite de Oscars, aqui ficam as minhas previsões e comentários.

Melhor filme: vai ganhar o Argo, mas devia ser o Django.

Melhor actor: Daniel Day-Lewis, obviamente...

Melhor actriz: temo que a escolhida seja Jennifer Lawrence, com o fraquíssimo Silver Linings Playbook.

Melhor actor secundário: é que só poder ser Christoph Waltz!

Melhor actriz secundária: isto de cortar o cabelo e cantar umas coisas ainda convence muita gente, pelo que Anne Hathaway levará a estatueta para casa.

Melhor realizador: Tarantino nem é nomeado, Ben Affleck também não, pelo que ou vem daqui uma surpresa ou será Spielberg, mais uma vez.

Melhor filme estrangeiro: parace-me que só há Amour por aqui!


Nota: alguém ainda me vai explicar o fascínio que se gerou à volta do Silver Linings Playbook, porque eu de todo que não compreendo.

segunda-feira, fevereiro 28, 2011

The Man of the Match



Colin Firth, em Tom Ford, é a prova viva de que há homens a quem a idade só faz bem. Longe vão os tempos do sem graça Mr. Darcy. Long live the king!

RED CARPET - categoria "Bellatrix meets Rule Britannia"

Helena Bonham Carter, Colleen Atwood

RED CARPET - categoria "LIKE"

Reese Whitherspoon, Armani Privé

RED CARPET - categoria "L' été Indien"

Aishwarya Rai, Armani Privé

RED CARPET - categoria "as esmeraldas são fabulosas, já o resto..."

RED CARPET - categoria "mixed feelings"

Cate Blanchet, Givenchy Couture

Michelle Williams, Chanel

Mila Kunis, Elie Saab

RED CARPET - categoria "in RED we trust"

Anne Hathaway, Valentino

Sandra Bullock, Vera Wang

Jennifer Lawrence, Calvin Klein

Jennifer Hudson, Versace

RED CARPET - categoria "look Nicole Kidman antes de ser embrulhada"

Gwyneth Paltrow, Calvin Klein

Celine Dion, Armani Privé

Mandy Moore, Monique Lhuillier

RED CARPET - categoria "embrulhada para presente"

Nicole Kidman, Dior Couture

RED CARPET - categoria "antes de sermos pais eramos muito mais sexy"


Javier Bardem e Penelope Cruz

RED CARPET - categoria "grávida com estilo"

Natalie Portman, Rodarte

RED CARPET - categoria "white swan"

Halle Berry, Marchesa

Hillary Swank, Gucci

RED CARPET - categoria "vestido de 14 anos, veste-se aos 14 anos"

Haille Steinfeld, Marchesa



Jacki Weaver, Collete Dinnigan

RED CARPET - categoria "o tornado passou por aqui"

Sharon Stone numa versão Black Swan de Christian Dior


Scarlett Johanson,Dolce Gabbana

And the Oscar goes to...

Ontem terá sido das primeiras vezes que não vi os Oscars por opção. Preferi uma boa noite de sono a uma cerimónia previsível. Pelos vistos acertei. Foi uma cerimónia sem surpresas que consagrou, e muito bem, o Discurso do Rei, o qual arrecadou 4 Oscars nas principais categorias (embora tenha faltado o mais do que merecido Oscar para Geoffrey Rush). Colin Firth teve, por fim, o reconhecimento, adiado desde o ano passado, quando chamou a atenção como um Homem Singular, pela mão de Tom Ford. Chega ao Oscar num papel menos polémico e mais exigente.

Mas, sem dúvida, o grande vencedor da noite é o Rei George VI, que foi muito mais do que um "Rei gago" que superou circunstâncias pessoais adversas. Embora tenha vivido à sombra de um irmão que encantava o mundo por ter abdicado da coroa por amor,  à sombra de um Primeiro-Ministro que foi um "herói de guerra" e à sombra de uma rainha consorte apelidada, por Hitler, de "a mulher mais perigosa da Europa", teve, por fim, quase 60 anos depois da sua morte, uma homenagem, com bom gosto e humanidade, à boa maneira britânica.

segunda-feira, março 08, 2010

Oscars



Pela primeira vez em muitos anos (talvez desde 1995) não vi os Oscars. Nada. Nem a abertura, nem a Red Carpet, nem o final da noite com os Oscars "grandes", NADA! A televisão belga não ajudou e o computador escolheu, precisamente, a noite de ontem para ficar sem cabo, o que me impediu de acompanhar a cerimónia online. Por isso mesmo, não posso comentar a apresentação de Steve Martin e Alec Baldwin, nem os acceptance speaches, nem os momentos musicais ou o clássico filme de abertura.

Posso, porém, comentar os prémios atribuídos (e as nomeações que faltaram) e, naturalmente, a RED CARPET (em posts que se irão suceder). Começando pelos prémios e fazendo desde já o aviso que não vi todos os filmes concorrentes e que não tenciono ser imparcial:

Melhor actor: como sempre, estava num dilema. Clooney contra "os outros". Clooney só pelo facto de ser o Clooney, embora tenha perfeita consciência de que Clooney a fazer de Clooney não dá direito a Oscar. E é isso que se passa em Up in the Air. Já Morgan Freeman (Invictus) e Colin Firth (A Single Man) mereciam todos os prémios pelas suas maravilhosas interpretações, como Mandela (é difícil interpretar uma lenda vida) e George, respectivamente. Mas talvez destacasse o "Mr. Darcy" este ano, pela forma irrepreensível como dá vida a um torturado e amargurado professor, naquele que planeara ser o último dia da sua vida. Não há naquela interpretação lugar ao exagero, ao preconceito, ou ao lugar comum. É simplesmente brilhante!

Melhor actriz: categoria em que concorriam dois pesos-pesados - Helen Mirren e Meryl Streep -, mas na qual se destaca uma "novata" que dá vida a Jenny no drama "An Education". Tal como Firth, também ela faz uma interpretação contida, sem cair nos lugares comuns ou na vulgaridade, de uma jovem estudante inglesa que prefere viver um sonho, mesmo sabendo que possivelmente o preço a pagar pela ousadia será alto. Não vi, porém, a interpretação de Sandra Bullock, actriz que não gosto particularmente e que não consigo deixar de associar à Miss Detective!

Argumento original - mais uma vez repito que UP merecia ganhar nesta categoria por ser uma metáfora fabulosa do que é a vida, sem usar clichés e sem ser moralista (pelo menos no que é a forma clássica do moralismo Disney). Inglourious Basterds também teria sido uma escolha adequada, premiando a originalidade!

Realização - aqui tenho profundas divergências com a Academia! Como é possível Tom Ford não estar nomeado???? Tudo bem que vem da moda. Tudo bem que é estreante. Tudo bem que pegou num tema polémico. Mas se há uma coisa que o filme "A Single Man" tem de extraordinário, é a realização. O uso da cor (que vai do sépia às cores vivas), os planos, a câmara que viaja pelos pensamentos do protagonista, tudo é trabalhado com particular cuidado e o resultado final é brilhante. Mas destaque também ao mestre Tarantino - que estava nomeado -, pelo fantástico trabalho atrás da câmara em Inglourious Basterds.

Melhor filme: esta ano não vi nenhum filme que merecesse, de caras, o prémio de Melhor Filme do ano. Mas, dos 10 nomeados, talvez escolhesse o Inglourious Basterds. Mas lá está, não é "policamente correcto" o suficiente para encantar a Academia. É bem melhor premiar uma história sobre o Iraque, agora que estamos em "ressaca W. Bush".

terça-feira, fevereiro 02, 2010

Oscars

A noção de "exclusividade" faz parte do processo de encantamento. Todos gostamos de fazer parte de um grupo restrito ao qual muitos quereriam pertencer mas onde apenas alguns são admitidos. Com 10 nomeados, a categoria de melhor filme perdeu o encanto. Já não é mais do que um albergue onde cabe qualquer um...

As nomeações

Já se conhecem os nomeados para os Oscars. Sem surpresas, a Academia conseguiu, uma vez mais, ser aquele poço de previsibilidade que conhecemos!

Alguns apontamentos sobre as nomeações:

1. Parece-me que é desta que George Clooney leva a estatueta de melhor actor. O que não acho inteiramente justo, já que não será a sua melhor interpretação. Para mim, fã confessa, ganham, obviamente, as suas interpretações em Syriana e Michael Clayton. Sobretudo no primeiro. Em Up in the Air, Clooney não é mais do que Clooney. O que sendo muito, é pouco, e não chega para o Oscar!

2. Abrazos Rotos, de Almodovar, ficou pelo caminho, assim como a interpretação da musa Penelope. Chega à nomeação por Nine (que ainda não vi), mas ainda não será desta que dará um "irmão" ao seu Oscar!

3. Up, o melhor filme de animação que alguma vez vi, consegue, com todo o mérito, a nomeação para melhor filme. Um feito que há décadas que não acontecia. Pode não ganhar o Oscar de melhor filme, mas pelo menos o de melhor argumento original merece, inteiramente. É verdadeiramente fabuloso como um filme tão simples, para crianças, consegue ser a mais maravilhosa fábula sobre o amor (e a vivência do amor ao longo de uma vida), sem nunca ser piegas, lamechas ou delicodoce. Justíssimas as suas nomeações, todas elas!


A lista completa de todos os nomeados, aqui.