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sexta-feira, fevereiro 22, 2013
terça-feira, fevereiro 12, 2013
Bento XVI
A renúncia de um Papa é algo que nos deve fazer parar e pensar. A quente, o meu único pensamento era a perplexidade. Perplexidade com um gesto tão inesperado e tão pouco habitual (não apenas na Igreja, mas um pouco por todo o lado) que nos deixa chocados, num primeiro momento, e espantados num segundo.
Porém, saber sair, sempre me ensinaram, é uma virtude. Sair bem, com dignidade. Sair quando é altura própria, de forma serena e tranquila. Sair, quando ficar já de nada serve. E é este o ensinamento de Bento XVI, ao sair, de uma forma que é profundamente racional e genuinamente humana.
Mas como conciliar esta sua saída com o extraordinário exemplo de fé, de entrega e de luta de João Paulo II? O Papa que nos mostrou o seu sofrimento, que expôs a sua doença e a viveu connosco, sem vacilar na fé e sem tremer no seu ministério? Muitas vezes comparo o Papa João Paulo II e a sua particular forma de luta contra um inimigo tão traiçoeiro, quanto poderoso (a doença de Parkinson) com o meu avô. Morreram com um intervalo de 1 ano e viveram de forma muito parecida a mesma doença: sem resignar, sem condescender, sem desistir. Em funções e com responsabilidades muito diferentes, naturalmente, reconheço-lhes a mesma fibra e a mesma determinação em serem exemplares: perante eles próprios (primeiro), perante os outros e perante Deus. Daí talvez o carinho que sinto pelo homem que não conheci, mas no qual encontrava os traços daquele que me ajudou a crescer.
João Paulo II deu-nos o seu exemplo de dedicação e entrega absoluta (totus tuus). Mostrou-nos a face da velhice, da doença e do sofrimento, mas também a face da perseverança, da esperança e da fé. O seu exemplo, também na forma como viveu a doença, como Papa, ficou dado e as suas imagens, curvado e trémulo, ficarão para sempre na nossa memória, como um enorme testemunho de grandeza.
Mas será preciso um segundo exemplo desta mesma natureza? Talvez não. Talvez o que seja preciso seja a profunda racionalidade de Bento XVI para admitir que a Igreja tem que mudar. E não o faz com uma carta apostólica ou com uma encíclica mas, uma vez mais, com o exemplo. O seu exemplo. O exemplo de um homem a quem a fé o aconselharia a continuar, mas a quem a razão alerta para a "certeza de que as minhas forças, devido à idade avançada, já não são idóneas para exercer adequadamente o ministério petrino. Estou bem consciente de que este ministério, pela sua essência espiritual, deve ser cumprido não só com as obras e com as palavras, mas também e igualmente sofrendo e rezando. Todavia, no mundo de hoje, sujeito a rápidas mudanças e agitado por questões de grande relevância para a vida da fé, para governar a barca de São Pedro e anunciar o Evangelho, é necessário também o vigor quer do corpo quer do espírito; vigor este, que, nos últimos meses, foi diminuindo de tal modo em mim que tenho de reconhecer a minha incapacidade para administrar bem o ministério que me foi confiado".
E é por esta sua frieza racional aliada a uma extraordinária profundidade espiritual que acredito que a Igreja, depois de Bento XVI, não voltará a ser a mesma. Não sei que caminho irá seguir, mas sei que não poderá voltar atrás agora que um imenso passo em frente foi dado. Para o bem, ou para o mal.
Possivelmente aquele que era temido como o "Papa conservador" ficará, afinal, na história como um homem contemporâneo e um racionalista que abriu as portas da Igreja ao século XXI.
sábado, janeiro 05, 2013
O fascínio da televisão
Pese embora reze a história familiar que comecei a andar no dia
em que uma TV a cores chegou lá em casa, a verdade é que também sempre
ouvi que, desde pequena, nunca achei especial graça à televisão.
Lembro-me, porém, de ficar fascinada a ver a mira
técnica (acho que acompanhada de música clássica, mas não posso garantir) e de
pouca atenção prestar aos desenhos animados. Curiosamente, até hoje a mira
técnica é uma imagem que me fascina. Talvez porque representa a tecnologia que permite
que um pequeno aparelho nos traga som, imagem e cor, o que é algo de
absolutamente fabuloso. Uma tecnologia que nos permite estar em “directo” com o
resto do mundo e receber informação, entretenimento e cultura em tempo real é
algo com que os nossos bisavós poderiam apenas sonhar (e com certeza tanto
sonharam que fizeram do sonho uma realidade). E o que fizemos nós com ela? Transformámos
esta extraordinária invenção humana em lixo.
Para mim, a televisão (no que ela hoje significa, com os
seus talk shows, reality shows e todos os demais shows que não têm ponta de
interesse ou graça) só pode estar desligada e mantida assim. Ver alguns dos
programas que preenchem os mil canais com que os mais completos pacotes de TV
nos brindam é uma espécie de tortura (sei bem do que falo, já que fui “submetida”
a cerca de duas horas de visionamento difuso da Casa dos Segredos na passagem
de ano).
Por isso, a minha televisão continua desliga da corrente à espera que
eu lhe arranje uma entrada USB, a qual abrirá a porta às minhas séries e aos
meus filmes, vistos quando e como eu quero, sem interrupções para publicidade
de produtos que eu não quero comprar ou de programas que eu não quero ver. Para
ser perfeito, era só conseguir ter uma mira técnica no final da “minha”
emissão, acompanhada de boa música!
quarta-feira, dezembro 12, 2012
Os invisíveis
As grandes cidades sempre me fascinaram. O seu caos repleto de gente era uma das características que mais me seduzia. O barulho, as luzes, as pessoas apressadas, a correr de um lado para outro, criavam a confortável percepção de companhia. Podia estar sozinha, de facto, mas sentia-me perfeitamente acompanhada pela cidade atarefada.
Com a idade e com a experiência (aos 30 anos podemos começar a falar assim) percebi que tal não passa de ilusão. A verdade é que todas essas almas com que me cruzo, nas ruas de Lisboa, Bruxelas ou Londres, são estranhos para os quais eu, na verdade, não existo e o meu mundo é algo que não os toca. Posso estar feliz que não terei ninguém a querer saber porque sorrio comigo mesma. Posso estar triste que ninguém me perguntará por quem são as minhas lágrimas.
E é essa a solidão de quem está rodeado de gente. Pode irritar-me a vida de "bairro" em que a vizinha sabe bem quem eu sou e que se aproxima, curiosa, se pressente alguma novidade. Posso achar penoso ter que responder sempre às mesmas perguntas das velhotas lá do prédio. Mas, por incrível que pareça, isso conta. Isso conforta. Afinal não somos anónimos.
É a quebra das relações de proximidade nas cidades que conduz, de facto, a uma solidão maior do que a solidão de quem está, verdadeiramente, só. E estar rodeados de gente não passa mesmo de uma tremenda ilusão, já que para toda essa "gente" nós somos absolutamente indiferentes. Invisíveis.
segunda-feira, dezembro 03, 2012
Let it snow
A minha relação com a neve é qualquer coisa de inexplicável. É uma verdadeira dualidade de sentimentos que me atinge de forma particularmente aguda. Passo a explicar.
Naquele exacto momento em que começa a nevar, e eu sinto os flocos a baterem-me nas pestanas, não há como evitar um sentimento de genuína alegria. Rio-me, ainda que sozinha. Pareço uma criança, feliz com o seu globo de neve, privado e real. Gosto de a sentir, de lhe tocar, de a ver a derreter, devagar, em contacto com a pele quente. Se estou em casa, e vejo a neve a pintalgar a árvore que me esconde a janela, é quase paz aquilo que sinto. A neve a cair tem um estranho efeito tranquilizador. Talvez seja a sua serena cadência, o seu branco exemplar, o facto de, ao contrário da chuva, ser silenciosa. Acordar e ver uma cidade pintada de branco é uma experiência de paz inigualável.
Mas há o reverso da medalha...
A calma e a serenidade da neve branca nada tem que ver com o caos por ela causado. Os aviões que atrasam. Os autocarros que não andam. Os táxis que não existem. A cidade, caótica na sua incapacidade de viver a neve, pára num uníssono de buzinas e de gente irritada, que escorrega e cai. E, ao fim de algumas horas, o branco dá lugar a uma amálgama preta, mistura de gelo com poluição e óleo, que suja as ruas e estraga todo o efeito bucólico do fenómeno. E é, precisamente, aí que eu me irrito com os atrasos, com as dificuldades e com as pessoas mal dispostas.
E é nesta absoluta dualidade de calma e caos, de pureza e de sujidade, que se encontra a minha incapacidade de conciliar as diferentes sensações causadas pela neve. Amo e odeio. Gosto do fenómeno em si, mas detesto as suas consequências na vida prática.
Porém, não consigo evitar o sorriso ao primeiro nevão do ano. Como não consigo não gostar dos domingos pintados de neve e da minha árvore branca a espreitar-me, pacificamente, pela janela.
Porém, não consigo evitar o sorriso ao primeiro nevão do ano. Como não consigo não gostar dos domingos pintados de neve e da minha árvore branca a espreitar-me, pacificamente, pela janela.
quarta-feira, novembro 14, 2012
Sobre Bruxelas
Depois de 3 anos a viver em Bruxelas, é giro encontrar isto e isto: as minhas primeiras impressões da primeira viagem a Bruxelas, em 2005.
Então, fiquei apenas uma semana e estava longe (tão longe) de imaginar que um dia Bruxelas seria o lugar onde eu iria viver. Porém, a verdade é que a vida dá voltas e mais voltas e eis que em 2009 troquei Lisboa por Bruxelas. E, tirando os dias em que me apetece atirar todo e qualquer belga pela janela, não me arrependo. Claro que ainda me queixo do frio. Claro que ainda me irrito com o cheiro a gauffres e a batatas fritas. Claro que ainda grito de cada vez que um táxi não me aparece à hora marcada. Claro que ainda insulto a neve (sim, há coisas perfeitamente irracionais na vida de uma rapariga). Claro que que ainda grito de cada vez que um serviço que era suposto funcionar e ser eficiente, não é. Claro que falar mal de Bruxelas ainda é um dos meus temas preferidos nos dias de humor cinzento escuro.
Mas, malgrè tout, a verdade é que ao fim de três anos estou pacificada com a minha escolha. Descobri umas tantas coisas de que gosto e aprendi a aceitar outras tantas como fazendo parte desta experiência única que é a "desolândia".
E, talvez seja mesmo esse o segredo de Bruxelas. Ir conquistando, devagarinho, para lá da irritação imediata com o trânsito, com o caos, com a desorganização e com a falta de carácter próprio. Como escrevi noutra ocasião, a ausência de expectativa (todos dizem que Bruxelas é desengraçada, cinzenta, apática e sem alma), acaba por ser a grande mais valia desta cidade. Porque, cada recanto engraçado, cada parque verde, cada praceta animada e cada bairro com alma própria acaba por se tornar apaixonante por si só, na sua simplicidade e na sua quase resignação.
Esta não é uma carta de amor a Bruxelas. Porventura, Bruxelas nunca será um amor. Sequer uma paixão. Mas, curiosamente, é no exacto momento em que as rodas do avião tocam o chão em Zaventem e sentimos aquela estranha emoção de ter chegado a casa, que percebemos que Bruxelas já não é indiferente. E porventura, nunca mais voltará a ser. Que mais não seja porque estará, para sempre, cheia das minhas memórias.
sexta-feira, outubro 26, 2012
Todas as cartas de amor são ridículas
“Maria Elena used to say that only
unfulfilled love can be romantic” (roubado ao Vicky Cristina Barcelona)
Esta é uma
doutrina. A “doutrina Maria Elena”, se quiserem. A mesma Maria Elena que tanto
tem de louca, como de genial e que junta ambas as coisas numa explosão temperamental
com sotaque latino, naquele filme que, sendo de Woody Allen, traz consigo as cores
de Almodovar.
Repetidas vezes
dei comigo a pensar nesta doutrina. Mesmo antes de a ouvir da boca incrédula de
Juan Antonio, muitas vezes tinha eu própria andado a divagar por estes mesmos
caminhos: só os amores impossíveis teriam aquele “q” que os tornaria infinitamente
românticos. Talvez porque me recordasse de Carlos e Maria Eduarda. Talvez
porque carregasse comigo a trágica memória histórica de Romeu e Julieta. Talvez
porque nenhuma das histórias que a Disney me contou me tenha feito, realmente,
sentir diferente. Talvez porque esta fosse, afinal, uma história mais fácil.
E durante anos
acreditei nesta doutrina. Vivi esta doutrina. Durante anos, senti todo o fascínio
e toda a absoluta mística romântica das histórias impossíveis. Pareciam histórias
feitas para grandes livros, épicos. Histórias fabulosas do amor que não cede
perante a impossibilidade. Muito melhor do que o “e viveram felizes para sempre”, era o peso histórico, cultural e moral
do amor que resiste, romântico, à sua própria não concretização. Isso sim seria
a derradeira prova de amor. Que tamanha ilusão!
Talvez demore tempo
para perceber racionalmente, mais ainda para sentir lá bem fundo, naquele sítio
onde não há palavras, nem pensamentos. Mas um dia, com sorte, chegamos lá: só o
amor possível é real. Só o amor vivido é, de facto, romântico. Porque o amor é
mais do que uma ideia ou de que um conceito. O amor é um mistério insondável.
Não se explica. Acontece. Sente-se. Vive-se. E concretiza-se nas mais variadas
formas, e são os gestos mais simples de partilha (de amor) que o tornam real.
Um sorriso. Um abraço. Umas flores. Um beijo. Uma carta. Uma música. Um filme.
Todos os momentos partilhados que constroem uma história a dois e que valem,
cada um deles, infinitamente mais do que todas as impossibilidades do mundo,
por mais extraordinariamente românticas que sejam (ou que assim tenham sido escritas
por autores talentosíssimos).
Só esse amor que sai da esfera das impossibilidades e se torna real em nós e transforma a
nossa vida, só esse amor é que enche o coração e aconchega a alma. Só esse amor
tem, de facto, o poder de transformar o que antes era deserto, num campo de
flores. Só esse amor tem a capacidade de criar laços onde antes não havia nada,
de criar sonhos onde antes apenas havia incertezas, de criar esperanças onde
antes só havia medo. Só esse amor, porque é real e é possível, é, afinal, o que
de mais romântico algum dia poderemos experimentar.
Se o impossível
vive da projecção da sua eventual possibilidade no futuro; o possível é
possível agora, hoje, no presente. E por isso vale a pena. Por isso será sempre
infinitas vezes melhor. Infinitas vezes maior. Infinitas vezes mais real. Infinitas
vezes mais romântico. Porque, na verdade, depois de todo o ruído à nossa volta
se calar, só o amor é real. E só o amor que é possível, é, de facto, romântico.
É, de facto, Amor.
quinta-feira, outubro 11, 2012
Rainhas
A propósito de Audis, BMW e Clios: lembro-me, assim só a título de exemplo, que a Rainha Juliana (Holanda) andava de bicicleta e nunca foi menos Rainha por isso. Mas lá está, nisso (valorização do "ser" em detrimento do "ter") talvez o Norte da Europa tenha muitas lições a dar-nos.
segunda-feira, outubro 08, 2012
Sobre o amor
"I dream of a love in which two people share a passion to search together for some higher truth".
When Nietzsche Wept
When Nietzsche Wept
domingo, março 06, 2011
quarta-feira, janeiro 19, 2011
terça-feira, novembro 24, 2009
Foi há 18 anos...
Passam hoje, precisamente, 18 anos que morreu um dos maiores artistas (porque era isso mesmo que ele era, um artista completo, um performer extraordinário e um músico talentosíssimo) do século XX: Freddy Mercury.
Em jeito de homenagem aqui fica um video que mostra muito desse talento de palco que ele foi, com todos os exageros, controvérsias e genialidade. RIP
Em jeito de homenagem aqui fica um video que mostra muito desse talento de palco que ele foi, com todos os exageros, controvérsias e genialidade. RIP
sábado, outubro 24, 2009
A perfeição
segunda-feira, setembro 14, 2009
terça-feira, setembro 01, 2009
terça-feira, agosto 11, 2009
Em 2010 vou voltar a ter CARTÃO JOVEM

Não, a razão de tal "acontecimento" não se prende com o facto de eu ter descoberto a fórmula "Benjamim Button" de envelhecer ao contrário! Os senhores da "Europa" é que concluiram que até aos 30 anos é-se jovem e, como tal, o "prazo" do referido cartão será alargado a partir de Janeiro de 2010! Tivessem os "senhores" chegado a esta conclusão em Outubro passado e eu poderia ter continuado a beneficiar dos agradáveis descontos na CP e nos cinemas (para além de me terem poupado todos os danos psicológicos causados por não ter cartão jovem).
sexta-feira, junho 19, 2009
Por motivos profissionais (coisas de quem trabalha na área de Saúde) hoje tive que me dedicar à investigação do regime legal (?) da realização de testes de VIH (ou HIV) em menores. Eis que, no meio das minhas buscas, dei com este post de Fernanda Câncio... habituada que estou às "alarvidades" que a senhora escreve, sobretudo quando o "amor" pelo seu "damo" a faz perder a lucidez, confesso que, ainda assim, não esperava tamanho populismo, facilitismo e quase "buçalidade".
No fundo, e sintetizando, o que a senhora diz é que: "ah, a lei diz que não se pode? Mas a lei está errada... "saúde pública", "liberdade", "coitadinhos", "autodeterminação sexual", bla bla bla... conclusão: desrespeite-se a lei!"
quinta-feira, maio 21, 2009
quarta-feira, maio 13, 2009
O caminho da felicidade
Há uns meses atrás a JP levou ao Congresso do CDS uma moção que, entre muitas outras coisas, falava de felicidade. É uma palavra que, tradicionalmente, se utiliza pouco no discurso político, mas a JP entendeu trazê-la para o primeiro plano das preocupações dos políticos e dar-lhe todo o destaque merecido, ao lado da liberdade, da justiça, da equidade ou da segurança. Foi uma novidade, e causou espanto, até dentro da própria Juventude Popular.
Passados alguns meses, constato que esta noção fez o seu caminho e já anda pelo seu próprio pé. Na JP falar de felicidade já é normal e este conceito "casa-se", perfeitamente, com temas mais tradicionais do debate político como sejam a economia, a justiça ou o papel do Estado.
Uma vez mais a JP esteve à frente do seu tempo e trouxe um novo foco de atenção para a política. Porque para nós o principal são as pessoas e o que todas as pessoas querem, para lá da baixa dos impostos e do salário ao fim do mês, é a felicidade!
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