sexta-feira, novembro 16, 2007

Cultura à Sexta

«Este inferno de amar - como eu amo! –
Quem mo pôs aqui n’alma ... quem foi?
Esta chama que alenta e consome,
Que é a vida - e que a vida destrói –
Como é que se veio a atear,
Quando - ai quando se há-de ela apagar
?

(...)»

Almeida Garrett, Folhas Caídas, 1853


Almeida Garrett, dramaturgo e poeta do século XIX, é um dos primeiros e mais importantes representantes do Romantismo em Portugal. O Romantismo foi um movimento literário que se caracterizou pela exaltação dos sentidos, da fragilidade da vida, das emoções e do o drama humano (muitas vezes associado aos amores trágicos), por oposição ao racionalismo do século XVIII. Os autores do Romantismo, dos quais se destacam Lord Byron e Walter Scott, em Inglaterra, Goethe e Schiller, na Alemanha, e Victor Hugo, em França, são profundamente individualistas, exaltando os sentimentos e as emoções, e também genuinamente nacionalistas (embora encarem o nacionalismo com um certo lirismo).

Almeida Garrett nasceu no Porto, no final do século XVIII, e com as invasões francesas a família mudou-se para a Terceira onde o jovem João Baptista recebeu uma educação clássica ministrada pelo seu tio, o Bispo de Angra. Chegada, porém, a altura de prosseguir estudos, Almeida Garrett segue para Coimbra onde se irá dedicar ao estudo das leis. É aí que começa a sua vida de boémio (ganhando a fama de dandy que nunca mais o deixou até ao final da vida) e publicando a sua primeira obra, Retrado de Vénus, que escandilizou a sociedade portuguesa por ser considerado materialista, ateu e imoral.

Inspirado pelo ideal Liberal, tomou parte na Revolução de 1820, razão pela qual procurou refúgio em Inglaterra após a Vilafrancada. Foi aí que tomou contacto com o movimento Romântico e que produziu as suas primeiras obras que se inserem neste movimento: Dona Branca e Camões. De volta a Portugal, depois de ter exercido funções de cônsul geral em Bruxelas, ocupou vários cargos políticos (tendo sido considerado o melhor orador da sua época) e deve-se à sua actuação a criação do Conservatório de Arte Dramática, da Inspecção-Geral dos Teatros, do Panteão Nacional e do Teatro Nacional, em Lisboa.

Paralelamente, Almeida Garrett manteve sempre a sua obra poética e dramática, tendo publicado algumas das peças de teatro e poemas mais belos da língua portuguesa, dos quais são exemplo a peça Frei Luís de Sousa e os poemas do livro Folhas Caídas. Ao mesmo tempo, também a sua vida privada era preenchida com inúmeros amores (oficiais ou adúlteros) que granjearam a Almeida Garrett uma fama de D. Juan, sedutor irresístível e príncipe dos salões!

Morreu com apenas 55 anos, em 1854, em Lisboa, deixando de legado à sua amada pátria uma vasta e riquíssima obra, que inclui peças de teatro, poesia e romances, que se destacam pela alma que ele punha em todas as suas criações, mas também pela originalidade, na forma e no estilo, que Garrett introduziu na literatura portuguesa. Sem dúvida um marco incontornável e um autor que não deverá ser esquecido!

quinta-feira, novembro 15, 2007

Próximo destino: ALGARVE




Depois de mais de um mês e meio de trabalho em Lisboa, eis que é tempo de voltar a fazer as malas e passar mais um fim de semana em clima de 'reunião informal' fora de casa. Desta vez é Algarve e parece que com esta se encerram as 'festividades' da Presidência fora das IP's. Depois de Guimarães, Porto, Viana do Castelo, Madeira e Évora, fechamos o périplo pelo país em Albufeira. Parece-me bem!

If I could be sweet...




«If I could be sweet
I know I've been a real bad girl
I didn't mean for you to get hurt
Forever, we can make it better
Tell me boy, Now wouldn't that be sweet


Sweet Escape, Gwen Stefani

Matt Damon, the sexiest man alive 2007



Além de lindo, cavalheiro e interessado por causas humanitárias o "meu" George também é amigo dos seus amigos, vejam:

«Yes, George Clooney and Brad Pitt have shamelessly campaigned for him since 2001, but this year's winner was Bourne to the title.»

SLIH Vintage (ou como é bom revisitar o passado)

Eis um conjunto de posts que foi publicado em Março de 2005 (onde isso já vai!) e que eu decidi, na minha imensa sabedoria, repescar para o SLIH de finais de 2007. Não porque não tenha nada mais o que escrever, mas apenas porque entendo que foram um marco divertido que vale a pena reler. Naturalmente o texto foi revisto e actualizado e foi até acrescentada uma nova bebida à adega! Por último, fica mais uma vez a explicação, isto não é uma análise do tipo «you are what you drink» mas uma metáfora!


O Homem Cognac é, definitivamente, o ‘bon vivant’ da adega! Geralmente é do tipo que fuma charuto, joga golf e adora carros topos de gama! Sabe que é irresistível à vista e joga com o seu charme e com a imagem de poder que criou para o exterior! É daqueles homens que faz género e posa para a fotografia! Geralmente é mais velho (a qualidade melhora com a idade) porque não se nasce Cognac… constrói-se uma imagem Cognac, o que é muito diferente. Infelizmente muitas vezes estes homens são mesmo só imagem e pose e conhece-los verdadeiramente é a maior das desilusões!

Bastante parecido com o homem cognac, o Homem Wiskey tem uma considerável diferença: a idade! É o playboy, género yuppie, que se mata a trabalhar (é sempre promissor em qualquer profissão que possamos escolher) mas gosta, também, de aproveitar os prazeres da boa vida! Geralmente é o solteiro à caça da ‘presa’! É pedante, convencido e autoritário. Respeita pouco as mulheres e tem forte tendência para ser infiel. Apesar de tudo, consegue ter um charme irresistível sobretudo com mulheres mais jovens e ambiciosas. A prova não é, de todo, desaconselhada, mas com cuidado: pode causar habituação.

O Homem Vinho Tinto é muito possivelmente o mais discreto da adega, mas quando é de qualidade, é inesquecível e é inevitável que acabemos presas para sempre! É, no entanto, necessário muito cuidado ao lidar com o homem vinho tinto pois nunca podemos esquecer que ele não é dado a grandes aventuras. É, no entanto, envolvente, forte e estável e quase “macio”, pelo que será a escolha certa para quem procura estabilidade, tranquilidade e um lar perfeito! Então se tiverem a sorte de apanhar um Château Cheval-Blanc, por exemplo, o valor da vossa adega aumentará significamente!

O Homem Rum é como os ritmos de Cuba: atrevido, doce e delicioso... é do tipo que nos dá a alegria e o sol de um destino paradisíaco, que nos leva a dançar noite dentro, que nos oferece flores e nos dedica as palavras mais doces! É o mais romântico da adega e como tal conhece todos os truques de como conquistar uma mulher e fazer dela a mais feliz do mundo! Mas há um problema grave com este homem… o que tem de romantismo compensa em instabilidade e inconstância, e assim como nos mostra o paraíso a nós também o faz à nossa vizinha do lado!

O Homem Vodka laranja/limão/melão é conhecido na adega como o maior ‘bluff’ da história! Acha-se forte e corajoso mas não passa de um herói medroso e cobarde! Acha-se o galã mais irresistível do planeta mas apenas o é quando se está a adorar em frente ao espelho! Vaidoso, pedante, insuportável, é daqueles que ‘fala, fala, fala mas nunca o vemos a fazer nada’! Cão que ladra não morde, lá diz o ditado, e o Homem vodka confirma-o! Manter a distância de segurança é fundamental para quem não se quiser envolver com a maior fraude da história!

Com o Homem Martini é tudo uma questão de emoções fortes, cinto de segurança apertado e muita adrenalina, ou não fosse o Martini a bebida preferida do mais famoso agente secreto do mundo! É ideal para mulheres que gostam de emoções fortes, mistério, perigo e aventura! Nunca assumem compromissos – melhor dizendo, fogem deles – mas são os mais adoráveis farsantes do mundo! São os eternos solteiros que nunca se cansam do prazer da conquista. Verdadeiros D. Juan, não têm como objectivo magoar ninguém mas deixam invariavelmente atrás de si um rasto de corações partidos!

O Homem Gin é delicioso e irresistível! Na adega é conhecido como o maior sedutor mas também como o melhor dos conversadores o mais atencioso dos companheiros! É um predador sempre em busca de uma nova conquista, até acertar com aquela que quer que seja sua, para sempre! Leal como poucos é, ao mesmo tempo, intrigante e fascinante, trazendo cada dia uma surpresa ou uma faceta até então desconhecida. É, enfim, o verdadeiro Gentleman, herói de outros tempos, uma espécie de Mr. Darcy dos tempos modermos. Exige mil cuidados e precauções na utilização. Provoca ELEVADISSIMO grau de habituação!!!

O Homem Champagne é a alegria de qualquer adega! É divertido e sabe entreter uma mulher, em todos os sentidos! É borbulhante e excitante e ao lado dele a vida é uma eterna e doce festa! Mas há o reverso da medalha... o homem champagne perde toda a sua graça fora da routina das festas! É instável, imaturo e por vezes irresponsável! Não convive bem com as obrigações e com a rotina e por isso foge de compromissos! A mulher que o quiser terá que perceber que está perante uma cinderela que ao amanhecer perde grande parte do seu encanto!

O Homem Vinho do Porto é o charme de qualquer adega! E têm a particularidade de a idade só lhe fazer bem... nunca perde qualidades, apenas as vai aprimorando! Estes homens são doces e fortes, encantadores e divertidos, inteligentes e companheiros! O homem vinho do porto nasceu para ser o patriarca de uma família grande e feliz e adora ver-se rodeado de filhos e netos a quem poder contar as suas infinitas aventuras! Tem, naturalmente, também, o reverso da medalha: é possessivo e muito ciumento e jamais aceitaria misturar-se com outro tipo de vinhos!

O Homem Vinho Verde é um resquício do antigamente... daqueles que usam blazer de botões dourados e calças cinzentas! Tem antepassados desde o século XII (no mínimo!) e sabe manter sempre uma conversa. São pedantes e muito convencidos das suas qualidades, que vêem através de um magnifier! Falam muito mas geralmente sabem pouco (e sabem a pouco), sendo demasiado ‘levezinhos’ para os levarmos a sério! É aquele tipo de homem que até pode saber bem de vez em quando, mas que todos os dias acaba por ser intolerável!

O Homem Cerveja está, literalmente, fora da adega! É descontraído e geralmente jovem, alto, bem constituído e bronzeado, qualidades que compensa com uma manifesta falta de inteligência! Com o homem cerveja nunca há stress. Só emoção à flor da pele e adrenalina ao rubro na hora dos desportos radicais (toda a actividade se transformará num desporto radical com eles!). Gostam de arriscar e de viver o momento (aqui e agora)! Porém, tal como a cerveja ‘morrem’ rapidamente e depois ninguém os consegue aturar!

O Homem Absinto é o ser mais misterioso da adega. Forte de mais para poder ser bebido por principiantes, é, sem dúvida, um mergulho nos locais mais profundos da mente humana. Muito inteligentes e perspicazes, os Homens Absinto raras vezes se envolvem nas teias da paixão, que deixam para os Champagnes e para os Martinis. Discretíssimos e profundamente sabedores, são o segredo mais escondido da adega, apenas disponível para as mulheres mais audazes.

And last but not the least, o Homem Rosé... já estão mesmo a ver o que é que vai sair daqui! Pois, é isso mesmo: o “Gay”. É fresco, (por vezes doce), atencioso, divertido, a companhia perfeita, claro está! Fazem um imenso sucesso entre as mulheres e por isso há cada vez mais variedades disponíveis no mercado, algumas que, com jeito (e apanhando uma provadora mais distraída), até passam por um tinto “fraquinho”! Mas um aviso: Rosé é refresco! Não lhe peçam para ser um vinho maduro ou encorpado que ele não tem capacidade para assumir esse papel!

Momento: "vale a pena ler de novo"

Aqui há uns anos, o SLIH publicou um conjunto de posts sob o título «Homens em estado líquido», sobre os vários tipos de homem analisados através de vários tipos de bebidas. Parece-me que seria engraçado recuperar esses posts, devidamente revistos e completados, e republica-los, como fazem as TV's com as reposições e a indústria cinematográfica com os remakes. Isto porque o SLIH já tem história suficiente para se poder dar ao luxo de repescar posts passados que fizeram sucesso na altura!

É, pois, o SLIH Vintage!

quarta-feira, novembro 14, 2007

Lugares SLIH


Bridge of Sights, St. John's College, Agosto de 2005

Depois de uma longa ausência, eis que as "coisas SLIH" voltam porque me apetece falar de Cambridge. Não sei porque razão, ciclicamente, acordo com saudades desta cidade universitária e com vontade de para lá voltar.

Cambridge mais do que uma fabulosa cidade, em que tudo parece ter sido primorosamente desenhado por um artista de muito bom gosto, é um estado de espírito. É um lugar onde se cruzam estudantes de todas as idades, nacionalidades, credos e ideologias, unidos pelo desejo de aprender e de viver uma experiência diferente! É andar de punt, é passear nos Backs, é visitar os Colleges cheios de história, são as festas temáticas e as noites de dança, é viver nos Colleges por onde já passaram Isaac Newton, Sylvia Plath, Charles Darwin, Christopher Marlowe, CS Lewis, Bertrand Russell e até o Príncipe Carlos!

Definitivamente um lugar muiiiiito SLIH!!!!!!

segunda-feira, novembro 12, 2007

Complaint Book



Seguindo as boas práticas empresariais, de relacionamento com o consumidor, também já temos o nosso livro de reclamações... em rosa pink com páginas perfumadas e assinadas por mim, ou seja, um LUXO!!!!! Só para conseguirem um autógrafo, lá vão chover reclamações dos meus fãs...

domingo, novembro 11, 2007

Pensamentos: always look on the bright side of life

Ter cieiro nem é assim tão mau: os lábios incham e fico com uma boca quase tão 'sexy' como a da Angelina Jolie!



ACTUALIZAÇÃO DIA 12: O pior é quando começa a secar e os lábios, mesmo inchados, ficam com mau aspecto apesar dos kilos de creme!

Eu hoje acordei aqui


Lajitas, the Ultimate Hideout, Texas, EUA


Algumas semelhanças com a realidade não serão, decerto, pura coincidência...

sexta-feira, novembro 09, 2007

Down with Love




Comédia romântica de 2003, que por distracção só agora descobri, e que, inspirada por comédias de enganos como «Pillow Talk» ou «Lover Come Back», recria a típica 'guerra dos sexos' neste caso personificada numa escritora de "literatura feminina", famosa por ensinar as mulheres a deixarem de se apaixonar, Barbara Novak, e por Catcher Block, um jornalista misógino mas womanizer que pretende conseguir a peça jornalística da sua vida, levando Barbara Novak a declarar-se apaixonada. Como está bom de se ver, temos material mais do que suficiente para uma hora e meia de puro entretenimento com uma história rocambolesca o suficiente (como tem que ser qualquer comédia de enganos e troca de identidades) e um guarda roupa (totally sixties) de cair para o lado! No final, como não poderia deixar de ser, e sempre acontece nos popcorn movies, Catcher Block descobre que não é tão insensível como julgava e Barbara Novak assume que não sabe, de facto, viver sem amor!

Altamente recomendável!

Cultura à sexta



A Maison Dior, fundada por Christian Dior, nascido no principio do século XX, em França, tornou-se um dos maiores ícones da moda, de sempre, sendo o seu nome associado, até hoje, ao máximo luxo, ao glamour das estrelas de Hollywood, à elegância suprema e à extravagância da criação artística.

Estudante de Relações Internacionais e aspirante a diplomata, por imposição familiar, Christian Dior não escondia, porém, o seu gosto pelas artes plásticas e, totalmente inadaptado à vida diplomática, começou a frequentar ateliers de pintura e de desenho, chegando mesmo a pintar alguns quadros. Nesta época Christian Dior foi profundamente influenciado por artistas como Picasso, Matisse e Dali. No entanto, o seu talento para o desenho não se exprimia da melhor forma na tela mas sim em desenhos de roupas, e ainda antes do início da II Guerra Mundial já Dior desenhava as suas primeiras peças.

Posteriormente, já consciente do seu imenso talento como desenhador de roupa, Christian Dior conseguiu assegurar que Marcel Boussac, "rei do algodão e príncipe dos tecidos" seria seu patrono e financiaria a abertura da Maison Dior, em Paris, no número 30 da exclusiva Avenue Montagne. O resultado não poderia ter sido melhor: os seus traços e a visão que tinha do corpo feminino «ombros doces, bustos suaves, cinturas marcadas e saias que explodem em volumes e camadas» revolucionaram a moda impondo o New Look (nome dado à primeira colecção da Maison Dior).

Era o retorno da elegância, da abundância e do luxo após a guerra e o New Look representava o auge da feminilidade e da grandiosidade, através da extravagância e até do exagero dos looks criados por Dior. Marcel Boussac não poderia estar mais radiante com a parceria: vestidos tradicionalmente feitos com 5 metros de tecido, agora usavam até 40 metros, e ele era o fornecedor!

Ao longo de sua carreira Dior criou, sob a forma vestidos, sonhos, fantasias e ousadias do génio humano, alterando, para sempre, o conceito de Moda. Depois da sua morte, em 1957, Yves Saint Laurent, Marc Bohan e Gianfranco Ferré asseguraram a continuidade da marca e actualmente, com John Galliano ao comando, a Dior renasceu e relançou-se, assumindo os princípios fundadores: liberdade artística, luxo, elegância e extravagância, ao serviço da mulher.

quarta-feira, novembro 07, 2007

Pensamento depressivo do dia




Vou-me afogar numa taça de Martini (nem Rosso, nem Bianco, mas no novíssimo Pink Martini), em grande estilo, toda eu em longo (que já estava preparado) e safiras. Ao lado da taça ficará um bilhete de amor e despedida endereçado ao senhor que devia vir, e não virá!!!!!!!!

domingo, novembro 04, 2007

Eu hoje acordei aqui


The Milestone Hotel, Kensington Gardens, Londres, UK

Londres! Saudades da cidade, do Thames, dos autocarros de dois andares encarnados, do St. James Park, das lojas de Convent Garden, do tânsito em Oxford Street, do chá no Café Royal, em Regent Street, do Harrod's, das casas alinhadas de Kensington, Mayfair e Belgravia, da agitação do Strand, da austeridade da City, até do very londoner«please mind the gap between the train and the platform»!

E, quando as saudades da 'nossa' cidade chegam, nada melhor que aproveitar um fim de semana grande, apanhar um avião, aterrar em Heathrow e rumar a um fabuloso Hotel, cheio de charme, classe e história, no centro de Kensington Gardens, e escolher um quarto fabuloso (quem sabe em tempos usado pela Condessa Natalia Chernysheva, inspiração para o conto «Rainha de Espadas», de Alexander Pushkin).

sexta-feira, novembro 02, 2007

Cultura à sexta


The Golden Eagle, Transiberiano

O Transiberiano (a par de outras carreiras de sonho, como o Expresso do Oriente) é um mito da ferrovia assim como o Concorde era o mito da aviação. Este comboio luxuosíssimo, que lembra histórias de príncipes e princesas, atravessava a Rússia de São Petersburg a Vladivostok (no extremo oriental-sul da Rússia, na fronteira com a China) e foi inaugurado, na sua plena extensão, em 1916 pelo Czar Nicolau II.

Os planos iniciais para a construção de uma linha ferroviária que ligasse a capital do Império (São Petersburgo) ao extremo oriental são da autoria do Czar Alexandre II, consciente da importância de ter um serviço ferroviário que unisse as várias cidades do seu vasto império que se estendia por dois continentes. Foi, porém, no reinado do seu filho, Czar Alexandre III, que a construção se iniciou, tendo sido nesta altura nomeado Sergei Witte como Director dos Assuntos dos Caminhos-de-Ferro, em 1889. Em 1891 o Czar Alexandre III abençoou oficialmente a construção do segmento do Extremo-Oriente da linha, em Vladivostok, e o primeiro segmento entre Chelyabinsk to Omsk.

A linha transiberiana percorre 9.288 km, abrangendo 8 fusos horários e leva vários dias a completar a travessia da Rússia, sendo o terceiro mais longo serviço ferroviário contínuo do mundo.

Actualmente, para além de ainda servir os seus propósitos iniciais de ligação do vastíssimo território Russo, o Transiberiano é uma viagem de sonho que une dois continentes e que, ao longo de 15 dias, atravessa os Urais e a Sibéria, ligando a actual capital (Moscovo) à cidade de Vladivostok. Com um serviço de luxo, é a viagem de sonho para todos aqueles que queiram atravessar a Rússia nesta viagem não apenas turística mas também profundamente histórica e cultural!

The Golden Age



Fabuloso. Simplesmente Fabuloso. Refiro-me, naturalmente, ao filme!

;)

quinta-feira, novembro 01, 2007

The Boring Jane




Becoming Jane é mais um filme delicodoce e supostamente "romântico", que pretende contar a vida de Jane Austen, como se de um dos seus romances se tratasse. E cumpre a sua função principal, na medida em que saímos da sala convenientemente elucidados sobre alguns dos mais fundamentais dados biográficos de uma das maiores romancistas de língua inglesa do século XIX. Porém, a história não tem magia nem encanto. É uma história de amor sem final feliz, contrariamente às histórias posteriormente criadas por Miss Austen, nas quais as meninas boazinhas são sempre generosamente recompensadas com maridos terrivelmente ricos e incrivelmente charmosos (excepção feita à pobre Marianne, de Sense and Sensibility). O maior problema do filme, porém, é a falta de emoção e de paixão que a 'heroína' demonstra, devido a mais uma interpretação sem chama da eterna 'princesinha' Anna Hathaway, especialista em papéis de menina boazinha e chatinha.

segunda-feira, outubro 29, 2007

Pequenos momentos de realização profissional



Outro sonho cumprido: estive a poucos metros de um avião da Luftwaffe, esse grande mito da aviação!

Ambições profissionais




Se não fossem os incêndios na Califórnia amanhã iria conhecer Arnold Schwarzenegger, que se iria deslocar a Lisboa para uma Conferência sobre carbono.

Porque será que a Presidência não faz, também, uma mega conferência sobre o Darfur e convida o meu George Clooney. Ou então sobre aproveitamentos energéticos amigos do ambiente que o George, além da sua forte preocupação social, nos últimos tempos, em parte influenciado por mim, confesso, também se tem dedicado à causa ambiental?

E nesse caso, eu seria, nada mais, nada menos que a sua OFICIAL DE LIGAÇÃO (liaison officer) perfeita!!!!!

domingo, outubro 28, 2007

Eu hoje acordei aqui


Grand Hotel Europe, St. Petersburg, Russia


A ouvir Tchaikovsky (o quebra-nozes, acho que combina divinamente com o cenário circundante) e a viver dentro de um conto de fadas imperial situado algures no início do século XX.

sábado, outubro 27, 2007

Ainda o Banquete


Fotografia oficial de Sua Alteza Imperial a Czarina Beatriz, a Magnífica, da Rússia.

Banquete Oficial em homenagem a Sua Alteza Imperial, Beatriz a Magnífica, da Rússia


Sua Alteza Imperial a Princesa Beatriz, a Magnífica, da Rússia acompanhada por Sua Alteza Imperial o Príncipe Ademar, o Bravo, da Prússia, ao jantar.



Sua Alteza Imperial a Princesa Beatriz, a Magnífica, da Rússia.



Sua Alteza Imperial a Princesa Beatriz, a Magnífica, da Rússia com Sua Eminência Reverendíssima Cardeal Giuseppe Borgia.



Sua Alteza Imperial a Princesa Beatriz, a Magnífica, da Rússia acompanhada por Sua Alteza o Príncipe Afonso, o Grande, da Borgonha.



Sua Alteza Imperial a Princesa Beatriz, a Magnífica, da Rússia acompanhada por Sua Alteza Imperial o Príncipe Ademar, o Bravo, da Prússia.

sexta-feira, outubro 26, 2007

Mais "gays", não!*



Já sabíamos que há bonecos animados gays (como o Winky Tinky), já nos tinham destruído o mito dos cowboys homens de barba rija (Brokeback Mountain) e tinham dado maneirismos mais do que peculiares aos piratas (Pirates of the Carabbean e Stardust). Também já fomos elucidados sobre a existência de uma equipa de Rugby gay e assistimos, ainda, a políticos, actores, jogadores de futebol e militares, a "sairem do armário".

Mas isto agora é de mais. Dumbledore gay??? Mas porquê? O Professor Dumbledore é um mito, um Deus no Universo Harry Potteriano, não pode ser gay. Não pode! Que fosse o Snape (que nunca nos enganou...) ou até mesmo o Lord Voldemor (que ficava lindo de vestidos e plumas!), nem me importava muito. De entre tanta gente que faz parte de Hogwarts, um só gay não era grave. Mas o Dumbledore é que não!!!!!!!!!



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* Este post não é homofóbico. É apenas pró-Dumbledore, como o conhecemos!

Pensamento do dia

«I like my money right where I can see it... hanging in my closet»


Apetece-me ir às compras...