segunda-feira, abril 07, 2008

É a 10 euros menina, 10 euros!



A Ryanair está a fazer promoções de viagens, para vários destinos europeus, incluindo Londres, Dublin, Madrid e Barcelona, a 10 euros (todas as taxas incluídas) por percurso. Os preços são convidativos e os horários dos voos bastante razoáveis. Mas têm todos um enorme inconveniente: partidas do Porto!!!!

Ou seja, caso eu queira aproveitar tal promoção para ir a Londres, tenho que somar às 2.30 de voo, outro tanto de viagem interna até ao aeroporto e aos 10 euros da passagem 25 euros do comboio. Um aborrecimento!!!!!

Para quando a Ryanair a voar para Lisboa????

sábado, abril 05, 2008

Back on the road



Depois de tantos meses quietinha, sem sair do sítio, eis que o Road Show da Czarina volta à estrada para os espetáculos da temporada spring/summer 2008. Mais uns quantos fins de semana destes, ao serviço da "causa", e quem entra em Rehab (esse novo must have das estrelas, qual spa do espírito!) sou eu!!!!

quarta-feira, abril 02, 2008

The Eye of the Tiger


By, Christian Louboutin


Gosto da música, gosto da letra e gosto de olhos de tigre...

«Risin' up, straight to the top
Have the guts, got the glory
Went the distance, now I'm not gonna stop
»
Survivor, Eye of the Tiger, a tocar mesmo ali na coluna do lado!

terça-feira, abril 01, 2008

Once the skies are open, NYC comes closer




O Open Skies Agreement, entre a União Europeia e os EUA, entrou, finalmente, em vigor, no domingo passado, sendo que com ele acabam as restrições de preço, horário, local de partida, frequência e número de passageiros nos voos transatlânticos. Acaba também a obrigatoriedade das companhias apenas operarem voos a partir dos seus países de origem, podendo, por exemplo, a British Airways ter agora voos directos de Lisboa para NYC.

Acresce que este acordo permite também a entrada no mercado dos voos transatlânticos às companhias Low Cost, sendo que várias já manifestaram a sua vontade em operar voos de vários pontos da Europa para os Estados Unidos. É, também, intenção de algumas das grande companhias europeias entrar no mercado dos voos internos nos EUA.

Naturalmente, como em todos os casos de liberalização e abertura de mercados, os preços vão descer e o passageiro só terá a ganhar, em tempo e em dinheiro, com este acordo de abertura dos céus entre a Europa e a América!

É caso para dizer que NYC ficou mais perto!

One of these days these boots are gonna walk all over you...


Miu Miu, Spring Summer 2008


Muito adequados ao meu estado de espírito barroco e manifestamente kitsch, en las colores de Almodóvar!

C'est fini!!!!!




Depois da barreira emocional (um ano), a barreira "legal" (um ano e um mês)! Agora é mesmo oficial: ACABOU!!!! Mereço o Champagne e a espada...

Let's CELEBRATE



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Curioso como junto sempre estes festejos a uma violência latente...

domingo, março 30, 2008

Eu hoje acordei aqui


Anassa Hotel, Chipre

Cansada de frio, vento e chuva e desejosa de começar a usar sapatos da novíssima colecção Spring Summer 2008.

O auge da festa Black & White



A manifestação pública, escrita em Diamantes, do quanto gostamos do Joãozinho, de visita esta semana a Lisboa! Agora fico à espera de ver fotografias desta mesma "coleira" a passear por NYC! (Aposto que vai ser o must have da próxima season!)

sábado, março 29, 2008

Pour chacun d' entre-nous, c' est comme um rêve!



Porque uma Rainha, será sempre uma Rainha, recomendo que vejam este video. Não apenas dois importantíssimos discursos, para um novo entedimento entre França e o Reino Unido, a tal Entente Formidable, mas um fabuloso conjunto de rubis, aspecto que, obviamente, também é fundamental para o sucesso de um banquete formal!

The new Camelot



O glamour, por muito que a esquerdalha igualitária nos queira impor o contrário, fazendo crer que vestir bem é uma questão de opressão de classes, e não de uma pura questão de classe, sempre fez parte da vida pública e faz falta a qualquer país um casal (real ou presidencial) que encarne o cúmulo do chic. Foi assim com os Kennedy e é assim, agora, com os Sarkozy, versão 3.

França, para o bem e para ou mal, gostemos ou não, é um ícone da moda e do irrepreensível estilo BCBG (bon chic bon genre, para quem não saiba o que a sigla stands for). Porém, traumas difíceis vindos de uma Revolução, chamada Francesa, em que voaram cabeças em todas as famílias civilizadas, e de um Maio de 68, de má memória, desviaram a França do seu natural caminho e há muito tempo que não víamos um Presidente assumir-se com um tão irrepreensível estilo, como Nicolas Sarkozy, agora apurado por ter ao lado uma Primeira Dama que sabe encantar e encarnar a tal aura de glamour à qual, os comuns mortais, apenas podem chegar através de fotografias em revistas del corazon.

E foi, exactamente, isso que o casal presidencial fez na sua visita ao Reino Unido, irradiou felicidade, abusou na cumplicidade, esmagou com o seu estilo irrepreensível, colocando França num lugar onde há muito não a víamos: potência tradicionalista, ciosa do seu passado glorioso e nada envergonhada do seu elitismo quase genético! Com este casal Sarkozy França já não pede desculpa ao mundo por existir: impõe-se e arrasa, pelo menos no campo da moda e do estilo!

Podem encontrar a foto reportagem da visita dos Sarko (the fashion one) aqui e aqui e ainda aqui.

sexta-feira, março 28, 2008

Cultura à sexta



Clássico dos clássicos, Casablanca, de 1942, junta no ecrã duas grandes estrelas do firmamento cinematográfico da época, o inimitável e talentosíssimo Humphrey Bogart e a beleza vinda do frio que era Ingrid Bergman, numa história de amor e guerra, que ninguém imaginou que se tornasse um dos mais marcantes filmes da história do cinema e, recorrentemente, presente nas listas dos melhores de sempre.

Curiosamente, e ao contrário de outros filmes clássicos, Casablanca não foi pensado como uma grande produção nem estava vocacionado para conquistar gerações e vencer o desafio do tempo! Filmado como outra qualquer produção de Hollywood, Casablanca não pretendia ser mais do que um dos filmes do ano de 1942, sobre a guerra e os seus efeitos na vida de pessoas comuns. Porém, logo na estreia, arrecadou o Oscar de Melhor Filme e, as time went by, tornou-se um mito do cinema e as suas personagens, música e até falas ícones de uma época dourada do Hollywood Quem não conhece «As time goes by»? Quantos visitantes de Casablanca não terão procurado, sem sucesso, o mítico Rick's Café (que nunca existiu)? Quem nunca ouviu a frase «We will always have Paris» ou quem não repetiu a deixa tão caraterística de Rick «Here's looking at you kid!». Enfim, quem não pensa, de imediato, no Captain Renault quando imagina o regime de Vichy e o associa à frase «I think this is the beginning of a beautiful friendship».

Por algum motivo, que não sabemos determinar ao certo, mas que passa necessariamente pela sua qualidade enquanto filme e pela grandeza das personagens, Casablanca é um mito do cinema e considerado como o mais romântico filme de sempre, imitado não poucas vezes, mas dificilmente suplantado. Casablanca sobreviveu à guerra, ao tempo e até à "criminosa" tentativa de lhe dar cor! Resistiu e resiste, conquistando gerações de admiradores que, sistematicamente, lhe rendem homenagem, como fez, recentemente, Steven Soderbergh com o seu «The Good German», um filme que é todo ele a evocação de Casablanca e o elogio das técnicas usadas ao filmá-lo.

quinta-feira, março 27, 2008

Cause we're living in a material world...*




«No dia seguinte, o Manuel, pobre, acorda mal-disposto, olha para a Isaura, rica, não gosta do que vê, requer o divórcio, não invoca motivo, e a Isaura, mais do que surpreendida, ainda se vê impossibilitada de movimentar o seu dinheiro. Isto faz algum sentido?»
Nuno Melo, hoje no parlamento, a propósito do Projecto-lei do BE sobre o divórcio

É por isto que eu gosto deste senhor! Sempre pragmático e straight to the point. Porque quando chega o divórcio a única coisa que conta é, mesmo, o património! Percebesse a esquerda de jóias e sapatos, e tudo seria tão mais fácil!


*.. and I'm a Material Girl!

Exercises in free love*

«Se aceitarmos que para manter um casamento, basta a vontade de um, estamos a violar o mais elementar dos direitos humanos, a liberdade individual de cada um e de cada uma, consagrada na Constituição da República».
Helena Pinto, sobre a alteração da lei do divórcio

A título de exemplo, e porque a mim o liberalismo não é um gene canhoto, eu sugeria mais duas formulações para esta afirmação, com a qual, em tese, até posso concordar (e voltarei a isso mais tarde):

Se aceitarmos que para manter um contrato de trabalho, basta a vontade de um, estamos a violar o mais elementar dos direitos humanos, a liberdade individual de cada um e de cada uma, consagrada na Constituição da República.

Se aceitarmos que para manter um arrendamento, basta a vontade de um, estamos a violar o mais elementar dos direitos humanos, a liberdade individual de cada um e de cada uma, consagrada na Constituição da República.

Será que a nossa esquerda, tão moderna e tão liberalizadora dos costumes, tem a coragem de assumir todas as decorrências do que agora advoga para o contrato de casamento?



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*Música de Freddy Mercury.

quarta-feira, março 26, 2008

É uma questão de educação

A sair do filme The Other Boleyn Girl, não pude deixar de ouvir o comentário de umas meninas à minha frente: «Olha, afinal foi a minha preferida que morreu

Ouvi e pensei «mas será que estas santas criaturas, com idade suficiente para já terem ouvido falar de Henrique VIII e da sua turbulenta vida amorosa, nem que seja "via" séries da BBC, não sabiam que a desgraçada Anne Boleyn acabou sem cabeça?» Enfim, isto dá-me a medida do que muitas pessoas não sabem e que para mim são "básicos civilizacionais", assim como um vestido preto é um básico de qualquer guarda roupa feminino!

terça-feira, março 25, 2008

We are Sisters... And therefore born to be rivals!



Um bom filme, com 3 excelentes actores, cada um no seu registo, que se permite, tal como o livro que lhe serve de base, várias imprecisões históricas e liberdades criativas. Quem não saiba história, não é aqui que a irá aprender mas, para quem já leu o suficiente sobre este período, é um interessantíssimo exercício de imaginação e reconstrução de tempos em que os costumes eram outros e o conceito de ética bastante mais elástico.

E para lá de todas os erros ou deturpações históricas, percebe-se que Elizabeth não poderia ser se não uma mulher de aço, atenta a sua riquíssima herança genética. E também, apesar do filme apenas o enunciar, porque, ainda hoje, Anne Boleyn é considerada uma das mais influentes rainhas consorte de sempre, em Inglaterra. Por ela um Rei anulou um casamento, foi excomungado, rompeu o seu compromisso de obediência com o Papa, criou uma Igreja e mudou a história de Inglaterra, e com esta, a do mundo que hoje conhecemos. Uma mulher muito possivelmente sem escrúpulos, mas que deixou uma herança notável.

segunda-feira, março 24, 2008

Sons de verão




Ora aqui está uma música que sabe a Rock in Rio e a verão, que traz memórias de outros sons, outros ritmos, outras cores e outros verões, que deixaram boas memórias e algumas saudades! E que, obviamente, não resisto a dançar cada vez que ouço (ok, quando toca e eu estou à secreatária a trabalhar limito-me a bater os pés, qual Scarlet recém viúva no Baile pela Confederação!)

Luas de Mel inesquecíveis




O Fisco, sempre preocupado com o bem estar dos cidadãos e, numa tentativa de diversificar a sua área de negócio, agora também tem propostas para noivos, nomeadamente programas de lua de mel! Vejam só as exclusivas ofertas da Administração Fiscal!!!!*

Programa 1 - Seycheiles + preenchimento de formulários obrigatórios de modelo oficial adquirido para o efeito no Serviço de Finanças mais próximo.
Programa 2 - Nova Iorque e Las Vegas + vamos contar o número de convidados do nosso casamento e o que cada um comeu e preencher o Anexo 3.
Programa 3 - Capitais Românticas (Paris e Roma) + vamos fazer a contabilidade organizada do dia do nosso casamento - vestido, DJ, flores, fotografo, catering...
Programa 4 - Tailândia e Bali + preenchimento do Anexo 4 relativo a outros eventos a decorrer no mesmo dia do nosso casamento no mesmo local. Igreja conta????
Programa 5 - Cruzeiro nas Caraíbas + vamos estar juntos na fila no Serviço de Finanças Lisboa 2 (pode eventualmente incluir a perda do avião de ligação).





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* Atenção que o pacote deverá ser integralmente cumprido no prazo de 15 dias sob pena da aplicação de coimas que podem ir até aos 2.500 euros!

Aiiiiiiii

Apetece-me calçar sandálias e vestir cores garridas e o verão nunca mais chega......



Manolo Blahnik, Spring Summer 2008 collection

domingo, março 23, 2008

El color de la passión



Um espantoso e original (pelo menos na cor) vestido de noiva, assinado pela marca espanhola Creacciones Nalia, que desfilou na II jornada de Moda de Castilla y León. Para noiva confesso que me desperta algumas dúvidas. Mas não hesitaria em escolhê-lo para levar aos Oscars!

Eu hoje acordei aqui


The King David Hotel, Jerusalém, Israel

Jesus Christ SuperStar


I don't know how to love him

sexta-feira, março 21, 2008

Cultura à sexta

Eu quero amar, amar perdidamente!
Amar só por amar: aqui... além...
Mais Este e Aquele, o Outro e toda a gente...
Amar! Amar! E não amar ninguém!

Recordar? Esquecer? Indiferente!...
Prender ou desprender? É mal? É bem?
Quem disser que se pode amar alguém
Durante a vida inteira é porque mente!

Há uma primavera em cada vida:
É preciso cantá-la assim florida,
Pois se Deus nos deu voz, foi pra cantar!

E se um dia hei-de ser pó, cinza e nada
Que seja a minha noite uma alvorada,
Que me saiba perder... pra me encontrar...


Florbela Espanca, um dos maiores nomes femininos da poesia portuguesa nasceu, bastarda, a 8 de Dezembro de 1894 em Vila Viçosa e morreu, 36 anos mais tarde, nesse mesmo dia, em Matosinhos, num suicídio oportunamente convertido em "edema pulmonar" pela família que queria evitar o escândalo e a desonra desse acto considerado infame.

Durante toda a sua vida, tanto com a sua obra como com o seu exemplo, Florbela Espanca testou os limite da moralidade e provocou a sociedade com os seus comportamentos, considerados por uns como levianos, e por outros apenas como intensos e apaixonados. Infeliz nos seus três casamentos, nunca se cansou, porém, de cantar o amor e a paixão que tanto ansiava e desejava. Os seus poemas, aliás, têm como temática quase exclusiva o amor, a paixão, a saudade, a solidão, o sofrimento e a análise exaustiva e quase obsessiva do seu «eu». A sua obra embora riquíssima e de uma beleza formal irrepreensível, marcadamente influenciada por Antero de Quental no uso do soneto, não teve grande aceitação no seu tempo de vida, por um lado por se considerar que era demasiado intensa e sensual, quase erótica, e por outro por se afastar das correntes que então se desenvolviam, nomeadamente o modernismo e o futurismo, sendo que Florbela era marcadamente uma "neo-romântica".

Poetisa de excessos, cultivou exacerbadamente a paixão e não se lhe conhece qualquer opinião sobre o mundo, a sociedade ou a política (embora o Estado Novo a tenha considerado como uma escritora non grata pela temática pouco ortodoxa da sua obra). Centrou a sua obra nos sentimentos e em torná-los palavras com sentido e assim criou alguns dos mais belos poemas portugueses.

Profundamente melancólica e depressiva, vítima dos seus excessos e de uma vida que nem sempre lhe foi fácil (passou por dois divórcios, sofreu dois abortos e perdeu o irmão que adorava num acidente de avião) acabou por ceder à depressão e à doença mental (hoje pensa-se que Florbela sofreria de doença bipolar) e suicidou-se no dia em que fazia 36 anos, com uma dose fatal de barbitúricos.

Em vida apenas publicou duas obras - o Livro de Mágoas (1919) e o Livro de Sóror Saudade (1923) sendo que a sua obra prima, Charneca em Flor, seria publicada em Janeiro de 1931, já postumamente. Florbela, à semelhança de outros escritores e artistas, não teve em vida o reconhecimento da sua obra...

quinta-feira, março 20, 2008

Burkini®



Este verão traz uma novidade em termos de "moda de banho" - depois do fato de banho, do bikini e do trikini, eis que aparece o Burkini®! Mistura de burka com bikini, este novo conceito que se pretende introduzir no mercado ocidental, mais não é do que a reinvenção (estilizada, modernizada e com um look que se pretende mais fashion) dos modelos de banho das mulheres árabes que, como sabemos, não podem mostrar o corpo. Assim sendo, a criadora Australo-Libanesa Aheda Zanetti reinventou essa peça de vestuário e pretende agora vendê-la no ocidente também. Duvido que tenha grande adesão, mas até imagino que possa dar jeito para dias de praia no inverno!

Mais sobre este Burkini® aqui.

Isto merece mesmo ser partilhado!!



«Eu não sou!»