sexta-feira, outubro 10, 2008

Momento Carrie Bradshaw

Later that day I got to thinking*: para quê tanto esforço e investimento numa coisa que a minha simples vontade não resolve nem consegue alterar? Porque se eu mando nas minhas escolhas, de todo escolho quem me escolhe a mim...

E isto leva-me a outra questão, por mais que eu negue, há sempre a vontade de "outros" que, num ponto ou outro do caminho, entra em "rota de colisão"com a minha, qual choque de partículas atómicas, e quanto isso acontece haverá "REHAB" que me salve?




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Para usar uma expressão muito Carrie, que é usada em quase todos os episódios do SATC

terça-feira, outubro 07, 2008

Entrevista a Miguel Esteves Cardoso

Eis uma meia-hora fantástica para matar as saudades de ouvir o MEC.

Ficamos à espera que os seus romances (ainda que enormes) sejam publicados, para nosso deleite.

A sopeira

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É isto mesmo!!!!! Finalmente alguém consegue identificar e explicar, claramente, o que está errado (muito errado) em Sarah Palin.

Imperdível, pela Rititi.

Estará Marx a rir-se???



Nos últimos dias muita gente tem falado na "morte do capitalismo". Não me espanta, dadas as circunstâncias, que os fiéis discípulos de Marx tresleiam na actual crise passagens do Das Kapital. O que me surpreende é que pessoas que, até há uma semana, eram moderadamente liberais e "crentes" na economia de mercado hoje se aventurem por território desconhecido, pedindo mais intervenção do Estado, mais controlo na economia, menos liberdade e mais proteccionismo, passando um cheque em branco a uma entidade de contornos ainda indefinidos, que tanto pode ser um salvador providencial como um monstro insaciável.

Posto isto, não me parece que o capitalismo tenha morrido. Está a sofrer as "dores do crescimento" e apesar dos seus muitos defeitos, ainda assim, é o sistema mais perfeito e aquele que trouxe ao mundo o maior período de prosperidade e desenvolvimento. O que esta crise nos mostra é que teremos que passar para um novo modelo de capitalismo, mais maduro e mais sereno, no qual cabe aos Estados um papel determinante: ser um regulador prudente, sério e fiável. Não quero o Estado na economia, antes pelo contrário. Quero-o fora, independente, atendo e regulador. Quero Autoridades Reguladoras que funcionem, sejam independentes dos interesses e isentas e prudentes na definição das regras. Quero liberdade com regras, porque nos mercados, tal como acontece com as pessoas, na ausência de regra não existe liberdade, apenas caos.

O pior que pode acontecer ao Mundo neste momento é perdermos a confiança no capitalismo. Sem ele, lá se vai a prosperidade, o desenvolvimento e, com jeito, a democracia.

Dois pesos e duas medidas

Pelo que leio há já consenso entre os dois grandes (o Bloco Central ainda aí) para que Portugal siga os seus parceiros europeus e reconheça a independência do Kosovo.

Embora tenha as maiores dúvidas sobre qual a melhor solução para o problema que temos em cima da mesa (e que foi em grande parte criado por nós Europeus), de uma coisa tenho a maior certeza: a comunidade internacional, e a Europa em especial, não podem criar uma política de "dois pesos e duas medidas", uma espécie de realpolitik taylor made, adaptável às circunstâncias e tão mutável e instável quanto a minha opinião sobre sapatos. E isto porque, neste momento, não é apenas do Kosovo que falamos. Ou melhor, não deveríamos falar do Kosovo sem falar da Ossétia do Sul e da Abecásia, dois territórios pro-russos que pretendem a sua "auto-determinação" o que a comunidade internacional do "nosso lado do mundo" se recusa a aceitar. Isto entre tantos outros casos de territórios que reclamam o seu direito fundamental à auto-determinação.

O reconhecimento da independência do Kosovo, na minha opinião, abre um gravíssimo precedente para as leis internacionais e depois disto será muito difícil negar o mesmo direito que oferecemos aos kosovares a quem, invocando este reconhecimento, nos vier pedir nada mais do que "tratamento igual".

segunda-feira, outubro 06, 2008

A outra década

A propósito do post anterior, não posso deixar de fazer referência a um evento do meu fim-de-semana que acendeu uma luz encarnada (um terrível alerta) para o facto de eu (e comigo todos aqueles que pertencem à fabulosa geração de 80) estar, efectivamente, a passar para o lado dos "cotas"...

Em conversa com um grupo de idades variáveis, comentei que tinha entrado para a faculdade em 1999. Pois um "menino" que estava à minha frente, caloiro de direito, diz-me: «Em 99 eu tinha 9 anos». Assim, com esta "brutalidade". Eu achei, de imediato, que alguma coisa não estava bem... na minha cabeça pessoas nascidas nos "90's" são crianças, como o Henrique. Mas não.

Uma pessoa nascida em 1990 está na faculdade. Uma pessoa nascida em 1990 vota. Uma pessoa nascida em 1990 pode conduzir. Uma pessoa nascida em 1990 é para todos os efeitos, legais e sociais, um adulto. Uma pessoa nascida em 1990 faz parte das mesmas organizações que eu. Uma pessoa nascida em 1990, ao contrário do que eu imaginava, já não é, de facto, uma CRIANÇA. Uma pessoa nascida em 1990 é igualzinha ao que eu era em 1999, quando me achava o "auge" da maturidade (coisa que o tempo não tardou em provar que era - e é - mentira)!

E com estes "produtos dos nineties" a andarem por aí, como adultos, nós somos empurrados para um indefinível estatuto em que somos os mais velhos dos mais novos e os mais novos dos mais velhos... weird!

9 anos


O célebre A1 (auditório 1) onde tínhamos, logo de manhã cedo, Direito Romano, ou IED ou ainda Economia Política


Faz hoje 9 anos que tive o meu primeiro dia de aulas, na Faculdade de Direito da Universidade Católica, longe de imaginar como seriam os 5 anos que se seguiriam e de saber o que viria a fazer com o que ali iria aprender. (Não imaginava, por exemplo, que um dia iria fazer das "ventoinhas" ou dos "remédios" uma (estranha) forma de vida!)

The Story (reloaded)




You see the smile that's on my mouth
Is hiding the words that don't come out
And all of my friends who think that I'm blessed
They don't know my head is a mess

domingo, outubro 05, 2008

Eu hoje acordei aqui *


AKA Resort Hua Hin, Tailândia

Tentativamente zen...


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* Estamos no campo do delírio total já que qualquer semelhança com a realidade não será pura coincidência... será absoluta alucinação!

quinta-feira, outubro 02, 2008

Benfica - Nápoles

Eu devia ter ido ao jogo... agora é só esperar que o Benfique marque muitos golos!!!!! *




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* Não, eu não sou benfiquista, mas recebo pontos por cada golo!

Uma questão de prioridades

A questão do Kosovo é, sem dúvida, importante, sobretudo num momento em que entraram no difícil tabuleiro geopolítico os desejos independentistas da Ossétia do Sul e da Abecásia (tenho um post em draf sobre isso, pode ser que me aventure, um dia destes, a acabá-lo), mas será que justifica um pedido (e concessão imediata) de uma audiência de urgência com o Presidente da República por parte da líder do PSD?

Não me parece... seria justificada a urgência se fosse para discutir a situação economico-financeira do país, a crise dos mercados internacionais, a instabilidade no sector bancário. mas não. Num momento em que os portugueses temem pelas suas poupanças, Sócrates embala-nos com a canção do bandido e Manuela Ferreira Leite preocupa-se com o precedente sério que é o reconhecimento da independência unilateral do Kosovo. Assim não vamos lá... é que não vamos mesmo!

terça-feira, setembro 30, 2008

Fotos originais de um casamento especial


Os noivos e a mesa Pink


PPUE2007 FOREVER


A noiva


Os sapatos


Os matrecos



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Fotografias cortesia do Ademar e da Noiva

segunda-feira, setembro 29, 2008

O espião que veio do frio



We have trade missions back and forth, we do. It's very important when you consider even national-security issues with Russia. As Putin rears his head and comes into the air space of the United States of America, where do they go? It's Alaska. It's just right over the border. It is from Alaska that we send those out to make sure that an eye is being kept on this very powerful nation, Russia, because they are right next to, they are right next to our state.
Sarah Palin em resposta à pergunta "Have you ever been involved in any negotiations, for example, with the Russians?"


Que a escolha Republicana para a Vice-Presidência era um desastre ambulante já tinhamos percebido... mas acho que ainda ninguém tinha perfeita consciência de até onde poderia chegar o disparate. Agora já temos uma ideia, vaga ainda, mas uma ideia do que poderá ser o mundo entregue à senhora do Alasca...

Fakes e as pessoas de imitação

Irritam-me os fakes! Antes uma pecinha despretensiosa da Zara a um Dolce & Gabbana falso. Antes uns sapatos da Seaside, ostensivamente baratos, a uns Jimmy Choo de imitação. Antes uma carteira da Parfois, no esplendor dos seus 25 € a uma Fendi com L's. Antes as pessoas que se assumem como são, e vivem a vidinha pequena a que foram destinadas, aos fakes do mundo dos humanos, que posam em fotografias às quais não pertencem e vivem em cenários onde, definitivamente, não encaixam. Pessoas que vivem o sonho alheio porque nunca tiveram coragem de ter o seu próprio sonho. Pessoas que seguem as pisadas de outras, porque nunca escolheram o seu próprio caminho. Pessoas que vivem o final de uma festa a que não foram, porque nunca fizeram a sua própria festa. Pessoas que fingindo que desprezam um modo de vida, por ser superficial, fútil ou apenas "diferente do seu", pela calada copiam, imitam, seguem cada passo… Pessoas que na total ausência de vida, vivem vidas alheias, procurando sugar um prazer que nunca experimentarão. Pessoas de imitação, tal como as carteiras Prada e Louis Vuiton da feira, que podem fazer uma "vista" e enganar alguns incautos, mas que, mais cedo ou mais tarde, quando colocadas ao lado do produto verdadeiro, parecerão infinitamente pequenas, falsas, RIDÍCULAS!

I said no, no, no!

Tanto esforço, tanta "terapia", tanto humor zen e de repente, puffffffffffffff... Três palavrinhas apenas e volta tudo all over again... um cocktail molotov, preparado a preceito, pronto a explodir a qualquer momento! Ahhhhhhhhhhhhhhh

The judges will decide
The likes of me abide
Spectators of the show
Always staying low
The game is on again
A lover or a friend
A big thing or a small
The winner takes it all

A verdadeira revolução cultural




«Em caso de dúvida consulte o folheto informativo

domingo, setembro 28, 2008

sábado, setembro 27, 2008

The Verdict




O último de uma geração fabulosa de heróis. Ficam os seus filmes e o seu olhar azul a conquistar a eternidade.

sexta-feira, setembro 26, 2008

To whom it may concerns




Completando o post anterior, e satisfazendo a curiosidade de alguns, o preço de um par de sapatos assinados por Manolo Blahnik pode variar entre os 300 e poucos euros (com muita sorte e no sítio certo) até quase 2.000 euros.

Por exemplo, os protagonistas do SATC, the movie, custam a módica quantia de 945 dólares. Claro que são uns sapatos que para além de lindos de morrer têm uma história... afinal é com eles que o Mr. Big pede a Carrie em casamento dentro do "maior closet do mundo"... mas confesso que não são, assim, o meu "auge" (se bem que não diria: "ahhh tão lindos, mas não quero, obrigada").

Já estas botas, ahhhhhhhhhhhhhhh!!!!!! Faziam as minhas delícias e até são bastante mais em conta... por isso, em querendo, é comprar e mandá-las entregar na minha morada! As simple as that!

Cultura à sexta




"O estilista espanhol Manolo Blahnik é dono de uma das mais proeminentes marcas de sapatos femininos. «Um belo par de Manolos é melhor que sexo», disse Madonna. «Claro, dura muito mais», completou Blahnik.
Sarah Jessica Parker era uma “viciada em Manolo” na série Sex and the City, onde interpreta a protagonista, Carrie Bradshaw. Na vida real, acabou por tornar-se um ícone da marca. Diana Vreeland e Lady Di não viviam sem os seus Manolo; Bianca Jagger e Jerry Hall descobriram que, para além de Mick Jagger, também os Manolo as uniam.
As sandálias e os sapatos mais cobiçados do momento são frisson, fetiche, sonho de consumo e símbolo máximo do mundo fashion. Manolo Blahnik é um artesão com um olhar impecável para os detalhes tratando o pé como um objeto do desejo, que deve ser revelado e valorizado ao mesmo tempo.
Os seus croquis são tão coloridos e esfuziantes quanto os saltos que correm nos pés mais bem vestidos do mundo. Um ícone que tem, literalmente, todas as mulheres aos seus pés. Afinal, Manolo Blahnik não tem apenas uma clientela fiel, tem seguidoras
."




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Sapatos também são cultura. Alguém duvida????