sexta-feira, março 06, 2009

Fiat 500 Barbie edition*










Quem tem uma casa adorável só para "dar festas" tem que ter um carro lindo para estar estacionado à porta, só a dar o "ar"!!!!!!! Escusado, pois, será dizer que eu QUERO um destes!!!!!!!!!!!! (E mais escusado ainda será perguntarem-me: "para quê, Beatriz, se não tens carta?"" PORMENORES IRRELEVANTES!!!!!!!! Pffffffffffff


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Noticia via o imperdível "... And This is Reality"

I'm your man



Clive Owen

quinta-feira, março 05, 2009

The way we were



Memories, light the corners of my mind
Misty watercolor memories of the way we were.
Scattered pictures of the smiles we left behind
smiles we give to one another
for the way we were.
Can it be that it was all so simple then
or has time rewritten every line?
If we had the chance to do it all again
tell me would we? Could we?
Memories, may be beautiful and yet
what's too painful to remember
we simply choose to forget
So it's the laughter we will remember
whenever we remember
the way we were.



Uma mas mais belas canções de sempre. "So it's the laughter we will remember, whenever we remember, the way we were."

The road to serfdom

"Vá dizer aos adolescentes que namoram, que querem dar o passo seguinte e viver em união de facto agora vão ter que assumir tudo isto. E que quando a relação acabar terem de indemnizar o outro. Esta esquerda que se diz moderninha, quer entrar em casa das pessoas e impor os seus padrões."

Nuno Melo esteve muitissimo bem (o que não é, com certeza, motivo para admiração) ao falar sobre o mais recente ataque do PS à liberdade individual.

Not without a lawyer, anyway

Ainda no tema das uniões de facto e dos casamentos, toda esta história fez-me recordar a fantástica canção de George Gershwin "They Can't Take That Away from Me" precisamente sobre o fim de uma relação. Aqui fica a versão moderna, de Robbie Williams e Rupert Everett, que é absolutamente genial!




Robbie Williams:
Still I'll always, always keep the memory of
The way you hold your knife


Rupert Everett:
The way we danced till three

Both:
The way you changed my life
Oh no they can't take that away from me
No, no they can't take that away from me


Rupert Everett:
Not without a lawyer, anyway

União de facto ou casamento?



Cada vez esta pergunta faz menos sentido, na medida em que o PS (na sua fúria reguladora) propõe uma aproximação dos regimes legais aplicáveis a ambas.

Ora, se tal, à primeira vista, parece fazer sentido, uma vez que ambas as situações jurídicas (casamento e união de facto) regulam a mesma situação de facto, a realidade é que tal vem, uma vez mais, meter o Estado no meio dos casais e impor regras, deveres, direitos, e obrigações que as partes não pediram nem desejam.

E mais grave porque a união de facto, ao contrário do casamento, não tem de ser reconhecida formalmente pelas partes (mediante expressão da sua vontade) para ter efeitos legais: a lei aplica-se, automaticamente, a qualquer união a partir do momento em que se cumpram dois anos de vida comum (como se faz a prova disso, não faço ideia, mas deve ser interessante!), quer as partes queiram, quer não queiram.

Por isso a pergunta que se impõe é a seguinte: e quem não quer ser casado, nem unido de facto, nem ter o Estado a impor regras à sua relação pessoal com que regime fica? Será que essas pessoas têm alguma protecção do Estado ou algum respeito (por parte deste) à sua liberdade pessoal? Ou, pelo contrário, esse casal, que nunca desejou ou aceitou contratualizar a sua relação, ver-se-á vinculado a uma panóplia de direitos e deveres que não pediu nem quer???

Numa altura em que se fala de dar direitos e os correlatos deveres a casais homossexuais (o que acho muito bem) julgo que se deveria aproveitar e discutir em nome de que sacrossanto poder de Estado este se julga autorizado a conferir direitos e obrigações a quem não os quer!

terça-feira, março 03, 2009

Material Girl



Acabei de adquirir 2 Rodeo Drive Shoe Boutiques. Para além disso já sou proprietária de Penthouses em NYC, Nightclubs em Los Angeles, casas de praia em Miami Beach, mansões em Hollywood, villas italianas (a acrescentar à FABULÁSTICA Villa Beatrice) e spas em França, no meio das vinhas (vinoterapia, dizem...). A tudo isto juntam-se milhares de sapatos, botas, carteiras, blusas, tops, vestidos, saias, acessórios de toda a espécie e vários carros (todos os modelos e cores, incluindo uma pink limo).

E tudo isto no fantástico mundo das Fashion Wars! É lindo, não é???????

Cerco Moralista

Portugal só aquece politicamente para discutir a esfera íntima do 'sujeito privado' (aborto, eutanásia). A esfera do 'cidadão público' é debatida com evidente fastio e sem grandes diferenças de opinião. Quando o assunto é o Estado e a economia, Portugal deixa-se dominar por um consenso mais ou menos socialista. Mas quando o assunto é o aborto ou a eutanásia, ah, então sim, já temos divergências ideológicas. Isto acontece porque o nosso debate político vive cercado por duas forças 'apolíticas': a esquerda anticlerical e a direita reaccionária. Estas duas forças (as únicas que temos?) apenas debatem temas moralistas relativos ao 'sujeito privado'. A esquerda anticlerical avança com as "causas fracturantes", e, na hora marcada, a direita reaccionária aparece para formar a falange dos "bons costumes".


Henrique Raposo no Expresso

quarta-feira, fevereiro 25, 2009

Pergunta

Será admissível dizer-se (como se tem comentado por aí): "ela [no caso, eu] não largava o Oscar"?





Mais fotografias da Oscars Carnival Party aqui.


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Nota Editorial: a minha sala é tãaaaaaaao fotogénica!!!!!!!

Serial something

Look at me now, will I ever learn?
I dont know how but I suddenly lose control
Theres a fire within my soul
Just one look and I can hear a bell ring
One more look and I forget everything, o-o-o-oh
Mamma mia, here I go again
My my, how can I resist you?

domingo, fevereiro 22, 2009

The Oscars



SLIH OSCARS 2009


Hoje é noite de Oscars e de Carnaval... pretexto para uma The Oscars Carnival Party, a acompanhar aqui, em directo a partir das 9 p.m. (tudo sobre a festa e tudo sobre a Red Carpet!)

Eu hoje acordei aqui


Luxe Hotel Sunset Boulevard, Los Angeles, California, USA


Preparadíssima para a Red Carpet.

The Oscars - what to wear

Está mais do que decidido o que levar à grande noite dos Oscars:


Vestido Dior Couture



Sapatos Balenciaga



Jóias Chopard

sexta-feira, fevereiro 20, 2009




Depois há o Rock Hudson. O Jimmy Dean. O Monty Clift. O Marlon Brando. etc.. etc... etc...

quinta-feira, fevereiro 19, 2009

Milk




Com o comentário/apreciação de vários filmes em atraso, hoje é dia de Milk. Não vou falar da primorosa interpretação de Sean Penn (se houver alguma justiça premiada com o oscar) e da óbvia colagem das personagens às figuras reais (as parecenças físicas chegam a impressionar, ao contrário da ficção nacional, na qual já faltou mais para vermos Soraya Chaves a fazer de D. Afonso Henriques). Também não vou falar de Gus van Sant que uma vez mais dá provas do seu imenso talento e da montagem perfeita que permite que não se note a mistura de imagens reais com as de ficção. Tudo isso acaba por ser secundário face à mensagem do filme. E aqui não pensem que me refiro à defesa dos direitos dos homossexuais. Essa é a questão que me parece “menor” naquela história. O que ali está em causa é a defesa da liberdade e da igualdade de todos os Homens perante a lei (homens e mulheres, brancos e pretos, cristãos, judeus e muçulmanos e, lá está, heterossexuais e homossexuais). Por isso é tantas vezes repetido o corolário da Constituição Americana “all man are created equal”. Por isso, também, a certa altura vemos Milk dizer ao seu colega/rival White que aqueles que na década de 70 defendiam menos direitos para os homossexuais eram os mesmos que anos antes tinham defendido a discriminação dos católicos irlandeses (como White) pelo simples facto de serem “diferentes”, ou seja, irlandeses e católicos.

E aqui reside a questão fundamental com a qual temos que lidar. Justificar hoje, com qualquer fundamento, a discriminação de alguns permitirá que no futuro sejamos nós a ser discriminados. A história ensina-nos que sempre que uns homens pensaram ter mais direitos que outros, tal ideia conduziu a situações de escravidão, tirania e profundo desrespeito pelas pessoas que eram consideradas “diferentes” e às quais eram negados os mais básicos direitos, como seja a vida ou a liberdade. Infelizmente, há exemplos para todos os gostos. A subalternização da mulher (só por ser mulher) ao longo da história. A inferiorização dos negros (só por serem negros) durante vários séculos. A violência exercida contra os judeus (só por serem judeus) no III Reich. Etc, etc, etc.

Assim, o ponto que mais me tocou na história de Milk é a defesa acérrima da liberdade e da igualdade de todos os homens perante a lei (a tal Isonomia que nos ensinaram os Atenienses), para lá de todo o exagero panfletário da “causa gay” (que, curiosamente, o filme também nos ajuda a perceber a raiz história de alguns dos exageros “festivaleiros” que vemos hoje).

Posto isto, passo ao tema que agita a sociedade portuguesa: o casamento homossexual. Em primeiro lugar, a declaração de interesses: sou a favor do casamento (ou da união, o que lhe quiserem chamar, conquanto que os direitos conferidos a homossexuais e heterossexuais sejam os mesmos). Em segundo lugar não posso deixar de considerar que, neste momento em Portugal, ainda há tantas Liberdades que nos faltam, que fazer desta um cavalo de batalha é pouco, mas enfim. Além disso, parece-me ser um tema que não merece toda a atenção que está a ter. Em qualquer sociedade “normal” seria uma decorrência natural do princípio da igualdade e não daria tanta conversa e troca de argumentos.

Quanto aos argumentos “contra”, compreendo grande parte deles, e admito que têm alguma validade. É verdade que ao admitir que o casamento pode ser contraído por dois homens (ou duas mulheres) estamos a abrir a porta a casamentos poligâmicos (porque não?) e ao fim de todos e quaisquer impedimentos dirimentes ou impedientes. Confesso que nenhuma destas consequências me assusta particularmente. Como já disse, e repito, não gosto do instituto jurídico do casamento civil, que permite ao Estado meter o bedelho na vida privada dos cidadãos, e criar os seus modelos pré-fabricados de família (mais ou menos tradicional) em nome de um suposto bem social que advém do facto de duas pessoas (de sexo diferente) celebrarem entre elas um contrato de casamento perante um conservador do registo civil. Não acredito que assim seja. Para mim tem o mesmo valor intrínseco (e consequentemente o mesmo valor social) o casamento civil, a união de facto ou a mera “comunhão de afectos” (esse nome para lá de parolo, mas não sei que formulação mais civilizada utilizar) entre duas pessoas (que não cumpram os requisitos legais da união de facto).

Por esse motivo, para mim é-me igual um homem querer celebrar um contrato com outro homem para regular as suas obrigações patrimoniais, assistenciais ou outras (excluindo obviamente a questão da filiação, que não pode estar à disposição da liberdade contratual), um homem celebrar o mesmo tipo de contrato com várias mulheres (desde que a vontade de todas seja nesse sentido) ou um homem e uma mulher fazerem exactamente o mesmo, na versão mais “tradicional” da “coisa”. Para mim o ponto está, pois, na liberdade contratual (salvaguardados os direitos de terceiros) e na vontade das partes, como em qualquer outro contrato.

Por último, apenas uma nota sobre a posição da Igreja nesta matéria. Compreendo e aceito todas as opiniões da Igreja Católica quanto à homossexualidade, numa perspectiva de fé e de moral cristã. Acho também perfeitamente natural que a Igreja, que apenas concebe o matrimónio com a finalidade da procriação, o negue a uniões objectivamente estéreis. Aceito que a Igreja fale aos seus fiéis e que procure salvar as suas almas do pecado (é essa, no fundo, a sua missão). O que não consigo compreender é porque motivo a Igreja entende que o Estado (que é laico) e que legisla para todos os cidadãos (crentes ou não) tem que assumir como boas as suas considerações a propósito do casamento e da família. As leis civis são exactamente isso: civis. Não se regem por imperativos de fé ou de moralidade. Devem ser neutras e permitir a todos viver de acordo com a sua consciência, desde que com respeito pela liberdade alheia. E voltamos ao princípio, se hoje a Igreja quer o Estado ao seu lado, a defender uma visão de casamento que é sua, não se pode admirar de amanhã ter o Estado contra si, defendendo o oposto e proibindo, por exemplo, os cidadãos de receberem, livremente, o sacramento do matrimónio ou da eucaristia (seria totalitarismo, é um facto, mas a história ensina-nos que pode acontecer). Impor um padrão moral hoje, permite impor exactamente o inverso amanhã!

E termino este longuíssimo texto com uma frase que deveríamos ter sempre presente, escrita pelo punho de Thomas Jefferson e que abre a Declaração de Independência dos Estados Unidos da América: «We hold these truths to be self-evident, that all men are created equal, that they are endowed by their Creator with certain unalienable Rights, that among these are Life, Liberty, and the Pursuit of Happiness

quarta-feira, fevereiro 18, 2009

Pinóquio*




"Uma criança de seis anos, de nome Mariana, disse a Sócrates que gostava do seu Magalhães." (Via 31 da Armada)


Já o Tomás, no outro dia, estava muito revoltado e dizia que "o Sócrates" era um mentiroso. Discordâncias políticas à parte, disse-lhe que "o Sócrates" era o Primeiro Ministro e como tal merecia mais respeito. No entanto, e face às trapalhadas que geralmente envolvem o senhor, perguntei ao Tomás por que razão ele dizia aquilo com tamanha convicção. (Seria o Freeport? A licenciatura? Os 150.000 postos de trabalho? A baixa dos impostos?). Respondeu-me, então, ele, do alto do dogmatismo dos seus 8 anos: "Porque prometeu-me um Magalhães e não me deu! Se eu o encontrasse dizia-lhe: «Não podes ser Primeiro-Ministro porque mentiste às crianças»".

E assim desarmou-me... se todos os Portugueses fossem como o Tomás, queria ver onde parava a maioria absoluta!



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* Ou as várias versões da história do Magalhães.