sexta-feira, abril 17, 2009

Dúvidas

Hoje ao entrar no site do meu banco (como faço regularmente) vi o disclaimer habitual - "não partilhe os Códigos Pessoais (mesmo que o interlocutor se identifique como colaborador do Banco X). Se suspeitar que os seus Códigos são do conhecimento de terceiros, entre de imediato em contacto com o Banco X" - e fiquei a pensar se, depois de ontem, aquilo ainda faria algum sentido...

Pergunta a "loira"

quinta-feira, abril 16, 2009

The Tudors



Já vi as duas primeiras sérias, completas, e AMEI. Apesar dos erros históricos (alguns deles, clamorosos), apesar das incorrectas interpretações da História, apesar da fraca correspondência da história (plot) aos factos... porque, no final de contas, o que interessa, é a brilhante interpretação de Jonathan Rhys-Meyers (o melhor Henry VIII, ever) e toda a fabulosa recriação do que seria a Corte na época Tudor.

A série tem a virtualidade de nos fazer querer ser parte daquele mundo, amigos, conselhieros ou amantes do Rei, e viver naquele permanente clima de intriga, traição, medo e paixão.

Não é certamente por acaso que os ingleses adoram Henry VIII e lhe dedicam páginas infindas de compêndios e dissertações, como eu bem pude verificar há uns anos, em Cambridge, quando mergulhei na História dos Tudors, através da história dos vários palácios que este Rei mandou edificar. E não me esqueço daquela que era uma frase muito frequente nas crónica da época e que descrevia Henry VIII como "the handsomest prince ever seen".

Este Henry VIII dos Tudors recria esse mesmo Rei, jovem, impulsivo, alegre e apaixonado, que Erasmus classificou um dia como "universal genius", bem longe da figura do balofo tirânico que muitas vezes nos ocorre ao pensar no Rei que mandava cortar a cabeça às suas mulheres...

Conclusão: quero a III Série, rápido!

quarta-feira, abril 15, 2009

A excitação juvenil

O candidato Vital Moreira, no seu blog, acusa Paulo Rangel, também ele candidato, de "excitação juvenil" (sic).*

Eu não sei bem por que padrões etários ou semânticos se rege o ilustre Professor de Direito, mas acho importante fazer-se notar que, para os devidos efeitos, o Dr. Paulo Rangel dificilmente pode ser considerado um "jovem", apesar de ter pouco mais de 40 anos.

Bem sei que a Constituição (da qual o Senhor Professor é parcialmente pai) não define o conceito de jovem (nem sei bem porquê, já que define tanta coisa, igualmente irrelevante) e talvez por isso o Professor Vital tenha dificuldade em lidar com um conceito sem densidade constitucional... mas vamos tentar dar-lhe uma ajuda.

Não me parece que o Dr. Paulo Rangel possa ir aos correios e tirar o cartão jovem (infelizemente, eu também não), que se possa filiar na JSD ou que se possa candidatar ao arrendamento jovem. Não me parece, também, que o Dr. Paulo Rangel possa já aproveitar os programas Inov Jovem ou Inov Contacto. Não pode sequer ser considerado um jovem empresário. Portanto, em que medida é o Dr. Paulo Rangel jovem? Só por comparação com a avançada idade do Senhor Professor que com os seus 65 anos já pode aproveitar inúmeros descontos para "seniores" em vários serviços.

Assim sendo, se o candidato Vital Moreira acusa o Dr. Paulo Rangel de "excitação juvenil", sem qualquer correspondência deste ao "grupo alvo", acho que nada impediria o candidato do PSD de classificar tais declarações como "senilidade própria da idade"... fica a sugestão!



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* É sabido que os assuntos da "idade" e da "juventude" me afectam muitíssimo. Por um lado, o meu lado "pp" (pragmático e político) acha inconcebível que se continue a chamar jovens (num sentido menorizador, como se a juventude fosse defeito) a pessoas com 40 anos e mais do que provas dadas. Por outro, o meu lado "ff" (fútil e feminino) fica deliciado, porque se o Professor Vital Moreia considera o Dr. Paulo Rangel um "jovem", isso significa que eu ainda tenho longos anos pela frente em que não tenho que me preocupar com a idade e com o envelhecimento... pelo menos mais 14 anos de "juventude" (e correlata excitação) tenho garantidos!

segunda-feira, abril 13, 2009

L'amour




L'amour, hum hum, j'en veux pas
J'préfère de temps de temps
Je préfère le goût du vent
Le goût étrange et doux de la peau de mes amants,
Mais l'amour, hum hum, pas vraiment!

quarta-feira, abril 08, 2009

Durão Barroso

Nas europeias, um voto no PS é um voto contra um Presidente da Comissão Europeia português.


A todos os títulos, excelente este post do Vasco Campilho. *




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* A ideia de que se pode substituir Durão Barroso por António Guterres é tão ridícula que nem merece comentário... só "portuguesinhos" é que acreditam que um Português (que não Barroso) volta a ocupar algum cargo de destaque Europeu nos próximos 50 anos... a concorrência é feroz!

sábado, abril 04, 2009

G20 - o duelo

Se politicamente o mais aguardado "duelo" do G20 era aquele que iria opôr o hiperactivo presidente Francês com o fenómeno Barack Obama, em matéria de "social" ninguém podia negar o interesse no confronto entre o estilo moderno e audaz de Michelle Obama com o chic absoluto de Carla Bruni. O casal sensação americano vs o super casal francês, que devolveu o encanto ao Eliseu! Aqui ficam algumas imagens do "duelo".



















G20 - a fotografia de família

Veja-se a diferença entre o "protocolo real" e o outro... ou então a falta que fazem os OL's!



G20 - o abraço

Um dos momentos altos da Cimeira do G20 aconteceu quando, por acaso, ou não, a Rainha abraçou Michelle Obama (ou o contrário) num gesto que não é apenas "pouco habitual", mas verdadeiramente inédito. Ficará sempre por contar a verdade por trás destas fotografias, mas para a História fica apenas a imagem de uma entente perfeita entre a coroa britânica e a administração Obama.








sexta-feira, abril 03, 2009

At last

Manuela Ferreira Leite a propósito da polémica "Sócrates diz que o PSD disse o que afinal não disse"

Tudo bem que o caso que motivou a afirmação da líder do PSD não é dos mais graves com a personagem. Mas pelo menos, haja alguém que diga, frontalmente, que há uma relação dificil entre PM e a seriedade.

quarta-feira, abril 01, 2009

terça-feira, março 31, 2009

'Tá aqui, 'tá arquivado!

Simplex



Na era do simplex os tribunais não recebem comunicações por e-mail. Faz todo o sentido!*



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* É por esta razão, e milhentas outras, que eu posso gostar de ser advogada, mas nunca hei-de gostar e/ou perceber o mundo dos requerimentos, das secretarias judiciais e das notificações. Graças a Deus que os meus remédios são um "esquema" à parte!

domingo, março 22, 2009

Eu hoje acordei aqui


Martin's Orangerie, Bruges, Bélgica


Um domingo in Bruges. Autenticamente... O filme de Martin McDonagh não apenas tem a capacidade de nos transportar para a pitoresca cidade flamenga (que parece mesmo saída de um conto de fadas e duendes) como nos faz embarcar num sonho (ou pesadelo) sem qualquer sentido e muitíssimo mais surrealista do que poderíamos pensar à primeira vista.

quinta-feira, março 19, 2009

Incongruências

O mesmo Governo que nos irá propor os casamentos homossexuais (voltaremos ao tema um dia destes, quando me apetecer escrever sobre isso) é aquele que faz um diploma que é uma "ode" à "família tradional", para além de mais um "trambolho" jurídico, como tantos outros!

Pois bem, a licença de parentalidade passa para 6 meses, mas apenas para os casos em que tal licença seja partilhada pelo pai e pela mãe. Os casos em que não há pai, obviamente ficam de fora. E porquê? Porque a lei não pretende proteger a criança, mas um modelo de família que, pelos vistos e apesar da "modernidade gay" trazida pela Moção do Senhor Secretário Geral José Sócrates, ainda faz o seu caminho pelos lados da Presidência do Conselho de Ministros.

Pelo caminho ficam também os direitos das crianças que tenham o azar de nascer de pais profissionais liberais ou trabalhadores precários (para utilizar a linguagem do Bloco).

Sendo que a este estado de coisas temos ainda que somar o absoluto erro que é existir uma licença de paternidade obrigatória (que passa de 5 para 10 dias). Não existe tal coisa como "o bom pai de família" à força, por decreto. A parentalidade nunca pode ser vista como uma obrigação, mas antes como um direito. Aos pais deve, portanto, ser concedido o direito de usarem 10 dias (ou mais, ou menos) a título de licença de paternidade, que este decide se quer ou não gozar. Não é admissível que seja uma obrigação!

O mesmo se passa, de igual modo, com as mães. O direito à licença de maternidade, sendo importante, não pode ser uma obrigação ou um ónus que recai sobre a mulher. Esta, como profissional que é, pode optar por não gozar o seu direito, devendo poder transferi-lo para quem possa estar em melhores condições de o fazer. Não penso apenas no pai (o que já é possível acontecer), mas penso sobretudo nos avós.

Mas para tal é preciso deixarmos de ter modelos pré-formatados de família e permitir que a licença de parentalidade contemple, por exemplo, os avós. Que a lei deixe de impor deveres absurdos para passar a conceder direitos fundamentais. Mas para isso é, de facto, preciso romper com um paradigma ancestral e não é com o "avanço civilizacional" que são os casamentos gays que vamos conseguir fazê-lo!

I'm your man



Paul Newman