terça-feira, abril 28, 2009

Visita de Estado a España I

A chegada:



















O efeito "Jackie Kennedy"

"Madrid se resistió a Napoleón, pero 200 años después se ha rendido a su réplica. Mejor dicho, se ha rendido a la mujer de su réplica. Visto lo visto, Napoleón cometió un error al enviar al general Murat a invadir la capital de España. Si hubiera mandado a Josefina, quizá la Historia habría sido diferente" (El Mundo)


Já se passara o mesmo com Jackie, e Kennedy percebeu-o como ninguém... por isso teve a inteligência de dizer, na visita oficial a Paris, em Junho de 1961 "I am the man who accompanied Jacqueline Kennedy to Paris, and I have enjoyed it." Sarkozy bem pode repetir estas palavras, porque é isso que ele faz, acompanha Bruni, que faz todo o trabalho mediático e diplomático, facilitando-lhe o trabalho político.

Aqui ficam algumas imagens da visita de Estado do casal Sarkozy a Espanha. À margem dos fait divers sobre moda e sobre Bruni, Sarkozy defendeu a participação de Espanha no G20 como membro de pleno direito. Diz a imprensa que uma nova época nas relações franco-espanholas foi iniciada... a ver vamos! Uma coisa, porém, é já certa, onde a "marca" Sarkozy vai, encanta!



_____________________________________
Nota: vale a pena ler a imprensa espanhola e francesa sobre a visita... Muito esclarecedora quanto a dois aspectos: (i) o quanto os espanhóis gostam da sua "princesa das asturias" e (ii) o efeito Bruni imprescindível na política Sarkozy.

Princesa de Opereta




Quando não se é uma verdadeira "royal" bem se pode tentar passar por tal, mas acaba-se sempre assim.... uma "princesa" de opereta!

Air Force One e o pânico em Manhattan



ideias tão absolutamente estúpidas que levam, obrigatoriamente, a embaraços e a pedidos de desculpa perfeitamente desnecessários.

Este é, claramente, o caso de fotografar o Air Force One, a baixa altitude, por entre os prédios de Manhattan. A fotografia fala por si.

sábado, abril 25, 2009

Cravos




Não gosto de cravos. Acho uma flor pirosa.... feiosa....... Se queriam uma flor para dar um ar romântico à Revolução, deviam ter escolhido outra. Mais digna, mais bonita, mais original. Girassóis, Malmequeres, Gerbéras ou até Rosas. Mas cravos????? Por favor.... que falta de gosto!!!!!

35 anos depois

Confesso que o 25 de Abril de 74 é tema que não me interessa grandemente... Por um lado, a nível pessoal, não era nascida, pelo que nada tenho a dizer sobre o tema, em discurso directo. Por outro, a nível histórico (feliz ou infelizmente) ainda não existe o distanciamento necessário para se poder estudar o 25 de Abril e as suas consequências de forma cientifica, desapaixonada e factual (como fazemos, por exemplo, com a famosa crise de 1383/1385). Por isso mesmo, é período do qual não tenho nem conhecimento pessoal e directo, nem conhecimento científico aprofundado.

Confesso-me, também, um típico produto da geração de 80, nascida em Liberdade, que cresceu com a Europa a entrar-lhe pela porta e pelas janelas, e adepta convicta dos benefícios do capitalismo, da economia de mercado, da globalização e do liberalismo (em todas as suas facetas, não apenas na económica).

Para mim a liberdade de que gozamos hoje (longe de ser perfeita) é algo que está no meu ADN e é tudo o que sempre conheci. Cresci num país em que havia coca-cola e em que podia ler qualquer revista ou jornal, sem censura. Cedo aprendi que podia viajar, livremente, pela Europa (vendo as suas fronteiras crescerem, à medida em que eu própria crescia) e pelo mundo. Quando cheguei à idade de fazer escolhas políticas, fi-lo livremente, sem que alguém olhasse ao meu género, à minha condição social ou à minha ideologia. Cresci com os jornais e a televisão a mostrar-me tudo e tornei-me adulta na época da internet, dos blogues e agora do twitter. Nasci num tempo em que Portugal se começava a abrir ao mundo, em que o investimento estrangeiro nos dava outra dimensão e aos 10 anos o McDonalds e a Zara eram já realidades do meu dia-a-dia.

Para além disso, eu, que não nasci a tempo de viver no antigo regime (o português), se bem me conheço, teria tido muita dificuldade em lidar com um regime que proibia que eu lesse Hayek ou Popper e que defendia um "orgulhosamente sós" que me impediria de comprar livros na Amazon ou circular livremente pelo mundo, sem autorizações ou satisfações a dar.

Por isso, admiro, sem complexos de esquerda ou de direita, esse dia 25 de Abril de 74, que abriu as portas da Liberdade, assim como agradeço quem teve a coragem de fazer o 25 de Novembro de 75, devolvendo a todos os portugueses a Liberdade que fora conquistada em Abril e traída, de forma tão absoluta, pelo PCP e pela extrema esquerda que nos quis atirar para um regime ditatorial à semelhança da Roménia, da (antiga) Jugoslávia, de Cuba ou da URSS, essas grandes democracias, tão profundamente respeitadoras dos direitos e das liberdades individuais…

E é por isso que o folclore do partido comunista (e demais esquerdas) à volta do dia 25 de Abril e a sua propaganda ideologicamente pervertida de afirmar que “Abril” é propriedade exclusiva da esquerda (folclore no qual as direitas embarcam, não sei bem porquê) me irrita e considero uma absoluta mentira!

Abril não se fez para e pelo partido comunista e demais movimentos de extrema esquerda. Abril fez-se para que todos aqueles, que como eu ainda não tinham nascido, pudessem estar hoje aqui, livres e informados, e capazes de escolher o caminho que querem trilhar, em liberdade. Comunistas, socialistas, sociais-democratas, liberais, democratas-cristãos, conservadores, maoistas... Abril fez-se para que todos eles pudessem existir, exprimir as suas diferentes opiniões, e merecer, se essa for a vontade soberana dos portugueses, o seu voto de confiança para conduzirem os destinos do nosso país.

O 25 de Abril não se fez para as nacionalizações, para o roubo, para a descolonização que atirou para a miséria milhares de portugueses, para o terrorismo das FP25 ou para o desmantelamento da economia e das instituições do Estado. Abril não se fez para o terror, para o COPCON, para os mandados de captura em branco, ou para a perseguição daqueles que o único crime que cometeram foi gerar riqueza e criar postos de trabalho.

O PREC foi a traição de todos os valores de Abril, e por isso mesmo, se há alguém que se deveria envergonhar neste dia, era a esquerda radical. O PREC foi uma tentativa (felizmente falhada) de trocar uma ditadura por outra... em momento algum se tratou de Liberdade! O que a extrema esquerda queria, nessa altura, era instaurar o socialismo em Portugal, mas não um socialismo democrático à semelhança dos países do norte da Europa. O que pretendiam era instaurar aqui a tal “ditadura do proletariado” e mandar todos os contra-revolucionários (fosse lá o que isso fosse) para o Campo Pequeno.

Por isso, se alguém traiu Abril foi o PC e a esquerda radical que conduziu Portugal até ao 25 de Novembro de 75, dia em que finalmente a “Revolução” foi devolvida aos portugueses e se começou a trilhar o caminho da democracia, da justiça, dos direitos e das liberdades.

Por isso, a Direita não pode ter qualquer complexo em falar de Abril. Abril é, também, património nosso. Como é o 25 de Novembro (com a certeza, porém, que um não teria existido sem o outro). Diria mais, Abril é, essencialmente, património da Direita. Da direita que defende menos Estado na vida dos cidadãos. Da direita que defende a liberdade de escolha, na saúde, na educação, na segurança social. Da direita que defende os contribuintes, a classe média, os empresários, os criadores de riqueza e os trabalhadores. Da direita que se insurge contra os higieno-fascistas que nos querem dizer o que comer, o que vestir ou onde usar piercings. Da direita que tem como grande valor a Liberdade de cada homem como valor essencial na construção de um Estado.

E esta direita da qual eu faço parte não pode sentir-se envergonhada no 25 de Abril, nem amendrontada com fantasmas do passado, que nada têm a ver connosco. Esta direita não terá, com certeza, que desfilar em paradas na Av. da Liberdade nem que usar o cravo na lapela (até porque a direita caracteriza-se, na generalidade, por ter bom gosto) porque não é, apenas a 25 de Abril que nos lembramos da Liberdade. Liberdade é o código genético desta direita, e por isso todos os dias são "Abril", sem folclore e sem cravos.

sexta-feira, abril 24, 2009

CDS de volta ao PPE, como membro de pleno direito

Hoje o CDS entregou, formalmente, o seu pedido de adesão ao PPE, o qual deverá ser decidido para a semana, ainda antes do Congresso deste partido em Varsóvia. É, tal como escrevi em 2004, quando a primeira reaproximação ao PPE se deu, este é o caminho natural do CDS na Europa, depois de uma triste deriva anti-europeísta, nos tempos do Dr. Monteiro. Voltaremos, por fim, à nossa casa europeia.

E, com esta adesão, votar no CDS, nas Europeias, será, para além da possibilidade de votar numa fabulosa equipa, votar na continuidade do Dr. Barroso e defender o único Português num lugar cimeiro no "xadrez" mundial. Duas melhores razões, é impossível! :)

Para quem goste de ver o canal história, aqui podem encontrar os links de algumas das considerações de uma Beatriz vários anos mais jovem, sobre o PPE e o posicionamento Europeu do CDS, numa altura em que o CDS era governo, em que o PS estava em "fanicos" e ainda não havia o Dr. Barroso na Comissão... (Verdadeiros documentos históricos e polémicos)!

http://umageracaoasdireitas.blogspot.com/2004/07/o-regresso.html

http://umageracaoasdireitas.blogspot.com/2004/07/ainda-o-regresso-ao-ppe-uma-histria-em.html

http://umageracaoasdireitas.blogspot.com/2004/07/estatutos-do-ppe-de-captulo-ii-membros.html

sexta-feira, abril 17, 2009

Imperdível



A série outras letras dos xutos sobre "ninguém em particular" no 31 da Armada. Absolutamente fantástico!!!!! Sobretudo a do Ministro Pinho... na mouche!

Dúvidas

Hoje ao entrar no site do meu banco (como faço regularmente) vi o disclaimer habitual - "não partilhe os Códigos Pessoais (mesmo que o interlocutor se identifique como colaborador do Banco X). Se suspeitar que os seus Códigos são do conhecimento de terceiros, entre de imediato em contacto com o Banco X" - e fiquei a pensar se, depois de ontem, aquilo ainda faria algum sentido...

Pergunta a "loira"

quinta-feira, abril 16, 2009

The Tudors



Já vi as duas primeiras sérias, completas, e AMEI. Apesar dos erros históricos (alguns deles, clamorosos), apesar das incorrectas interpretações da História, apesar da fraca correspondência da história (plot) aos factos... porque, no final de contas, o que interessa, é a brilhante interpretação de Jonathan Rhys-Meyers (o melhor Henry VIII, ever) e toda a fabulosa recriação do que seria a Corte na época Tudor.

A série tem a virtualidade de nos fazer querer ser parte daquele mundo, amigos, conselhieros ou amantes do Rei, e viver naquele permanente clima de intriga, traição, medo e paixão.

Não é certamente por acaso que os ingleses adoram Henry VIII e lhe dedicam páginas infindas de compêndios e dissertações, como eu bem pude verificar há uns anos, em Cambridge, quando mergulhei na História dos Tudors, através da história dos vários palácios que este Rei mandou edificar. E não me esqueço daquela que era uma frase muito frequente nas crónica da época e que descrevia Henry VIII como "the handsomest prince ever seen".

Este Henry VIII dos Tudors recria esse mesmo Rei, jovem, impulsivo, alegre e apaixonado, que Erasmus classificou um dia como "universal genius", bem longe da figura do balofo tirânico que muitas vezes nos ocorre ao pensar no Rei que mandava cortar a cabeça às suas mulheres...

Conclusão: quero a III Série, rápido!

quarta-feira, abril 15, 2009

A excitação juvenil

O candidato Vital Moreira, no seu blog, acusa Paulo Rangel, também ele candidato, de "excitação juvenil" (sic).*

Eu não sei bem por que padrões etários ou semânticos se rege o ilustre Professor de Direito, mas acho importante fazer-se notar que, para os devidos efeitos, o Dr. Paulo Rangel dificilmente pode ser considerado um "jovem", apesar de ter pouco mais de 40 anos.

Bem sei que a Constituição (da qual o Senhor Professor é parcialmente pai) não define o conceito de jovem (nem sei bem porquê, já que define tanta coisa, igualmente irrelevante) e talvez por isso o Professor Vital tenha dificuldade em lidar com um conceito sem densidade constitucional... mas vamos tentar dar-lhe uma ajuda.

Não me parece que o Dr. Paulo Rangel possa ir aos correios e tirar o cartão jovem (infelizemente, eu também não), que se possa filiar na JSD ou que se possa candidatar ao arrendamento jovem. Não me parece, também, que o Dr. Paulo Rangel possa já aproveitar os programas Inov Jovem ou Inov Contacto. Não pode sequer ser considerado um jovem empresário. Portanto, em que medida é o Dr. Paulo Rangel jovem? Só por comparação com a avançada idade do Senhor Professor que com os seus 65 anos já pode aproveitar inúmeros descontos para "seniores" em vários serviços.

Assim sendo, se o candidato Vital Moreira acusa o Dr. Paulo Rangel de "excitação juvenil", sem qualquer correspondência deste ao "grupo alvo", acho que nada impediria o candidato do PSD de classificar tais declarações como "senilidade própria da idade"... fica a sugestão!



_______________________________
* É sabido que os assuntos da "idade" e da "juventude" me afectam muitíssimo. Por um lado, o meu lado "pp" (pragmático e político) acha inconcebível que se continue a chamar jovens (num sentido menorizador, como se a juventude fosse defeito) a pessoas com 40 anos e mais do que provas dadas. Por outro, o meu lado "ff" (fútil e feminino) fica deliciado, porque se o Professor Vital Moreia considera o Dr. Paulo Rangel um "jovem", isso significa que eu ainda tenho longos anos pela frente em que não tenho que me preocupar com a idade e com o envelhecimento... pelo menos mais 14 anos de "juventude" (e correlata excitação) tenho garantidos!

segunda-feira, abril 13, 2009

L'amour




L'amour, hum hum, j'en veux pas
J'préfère de temps de temps
Je préfère le goût du vent
Le goût étrange et doux de la peau de mes amants,
Mais l'amour, hum hum, pas vraiment!

quarta-feira, abril 08, 2009

Durão Barroso

Nas europeias, um voto no PS é um voto contra um Presidente da Comissão Europeia português.


A todos os títulos, excelente este post do Vasco Campilho. *




__________________________________
* A ideia de que se pode substituir Durão Barroso por António Guterres é tão ridícula que nem merece comentário... só "portuguesinhos" é que acreditam que um Português (que não Barroso) volta a ocupar algum cargo de destaque Europeu nos próximos 50 anos... a concorrência é feroz!

sábado, abril 04, 2009

G20 - o duelo

Se politicamente o mais aguardado "duelo" do G20 era aquele que iria opôr o hiperactivo presidente Francês com o fenómeno Barack Obama, em matéria de "social" ninguém podia negar o interesse no confronto entre o estilo moderno e audaz de Michelle Obama com o chic absoluto de Carla Bruni. O casal sensação americano vs o super casal francês, que devolveu o encanto ao Eliseu! Aqui ficam algumas imagens do "duelo".