segunda-feira, janeiro 17, 2011

Fresh and green. Right off the farm!

Versace

Monique Lhuillier

Donna Karen

Vera Wang

O povo

Eu não sei o que "ser do povo" significa para Sérgio Lavos, mas se ser povo equivaler a ser miserável, então há um ponto que tenho que conceder ao bloco: é que o governo do partido do candidato Manuel Alegre tem feito tudo ao seu alcance para nos transformar a todos em "povo"!

GOLDEN GLOBES 2011


To make a long story short, só algumas notas breves.

1. O filme que eu não quis ver (porque achei que seria alguma coisa "menor") arrecadou alguns dos mais importantes prémios da noite - melhor filme, melhor realizador e melhor argumento. Agora não me resta alternativa se não ir ver.

2. A série à qual eu me rendi (GLEE), também foi uma das vencedoras da noite. Menos mal!

3. Johnny Depp mais uma vez não ganhou. Há injustiças que demoram tempo a ser corrigidas.

4. A crise torna-se verdadeiramente um assunto grave quando chega à Red Carpet.

O comentário ao que verdadeiramente interessa (the RED CARPET) virá em breve.

sábado, janeiro 15, 2011

Material Boy



Achei que poderia passar sem escrever sobre o tema do momento. Primeiro, porque, para mim, casos de polícia são apenas isso: casos de polícia. Segundo, porque a crónica social fútil não me interessa especialmente (se é para ser completamente fútil prefiro escrever sobre sapatos, carteiras, roupas ou hotéis). Porém, a dimensão sociológica que tomou o “caso Carlos Castro” interpela-me (como nos deve interpelar a todos) e obriga-me a pensar sobre o que não está bem no nosso país. Basta ler os comentários nos jornais, ler alguns blogs ou ver as páginas de “apoio” que nascem no Facebook, como cogumelos, para uma pessoa normal e equilibrada ser forçada a perguntar-se: “Será isto normal?” Não, não é normal um país em que há pessoas que entendem por bem defender os actos de um homicida. (E não falo aqui de uma família em choque que, com toda a naturalidade, quererá defender um dos seus, apesar do horror dos actos por ele praticados). Falo de um país que vem para os comentários e para as redes sociais defender o indefensável, a coberto da protecção da “rede”.

Eu não faço juízos de valor sobre Renato Seabra (“RS”). Não o conheço para saber se era um estudante exemplar ou um “menino de ouro”. Apenas sei que ele matou e torturou um homem, num crime abjecto, que não pode ser desculpado. RS agiu em surto psicótico? Talvez. Como em surto psicótico agirão, todos os dias, assassinos, pedófilos e violadores e nem por isso a sociedade os desculpa. Porque, com surtos ou sem eles, cometem crimes hediondos que a sociedade (e muito bem) não está disposta a aceitar.

Então porquê desculpar o crime de RS? Porquê as referências a ele, sistemáticas, como “menino”? RS tem 21 anos. Há muito que passou a infância e é um homem adulto. Até onde sabemos, também não seria incapaz. É um adulto: um homem que matou outro homem. Então, porquê a complacência? Porque será, também, que muitos o desculpam dizendo que foi Carlos Castro que se aproveitou de um jovem inocente, quando, todos os dias, a sociedade condena, à partida e sem qualquer pudor, a jovem mulher de 21 anos que se aproxima do homem mais velho? Porque será que nunca ouvimos dizer que J. Howard Marshall se aproveitou da inocência da muito jovem Anna Nicole Smith para a levar a casar-se com ele?

Será que o factor “x” deste caso é o facto de Carlos Castro ser homossexual? Possivelmente. Se Carlos Castro tivesse sido morto por uma “menina” de 21 anos num quarto de hotel em NYC, não tenho qualquer dúvida dos comentários que veríamos sobre a psicopata/vilã que se aproveitou, sem pudor e sem vergonha, do homem mais velho. Seria condenada, sem apelo nem agravo, por essa “sociedade dos comentadores de bancada”, tal como o foram os pais da Maddie, por exemplo.

Mas não foi uma “coelhinha-psicotapa”. Foi um “menino” e como tal é fácil colocá-lo na posição da vítima de abusos intoleráveis, incapaz de repelir os avanços da “velha-raposa” a não ser recorrendo a mais de uma hora de tortura e maus tratos que resultariam na morte do “agressor”. Com sorte, para estes comentadores de bancada, RS terá agido em legítima defesa, e a violência utilizada terá sido proporcional à “violência sofrida”. Razoável, não é?

Como sociedade devemos reflectir sobre tudo isto. Devemos reflectir sobre páginas com centenas de fãs que têm por título “matar homossexuais não deveria ser crime”. Um país que se comporta assim, não está bem. E isto, infelizmente, o FMI não virá resolver.

quarta-feira, janeiro 12, 2011

O que têm em comum Renato Seabra e o BPN?

À partida, absolutamente nada. Mas depois de ler esta notícia, têm alguma coisa. Desde logo a hipocrisia nacional. Quero com isto dizer, exactamente, o quê? Que, para esta família, grave é dizerem que o rapaz é homossexual (ele que é um homicida confesso), assim como, para o país, o que interessa no BPN são as acções de Cavaco Silva e não todos os crimes que por lá se passaram e foram encobertos por um Regulador distraído.

É a hipocrisia generalizada. Uma falta da noção do que é realmente importante e definidor da personalidade de uma pessoa e do comportamento de uma instituição ou de um Estado.

São casos destes que mostram que, de facto, em Portugal temos uma mente pequenina e tacanha, que não tolera o pequeno pecado privado, e o esmiúça até à exaustão, mas que tem a maior elasticidade (porque volta as costas e não quer ver) para o que é verdadeiramente criminoso. Falo do BPN, como podia falar do Freeport. O padrão é sempre o mesmo: mesquinho e tacanho no que é acessório, cego até doer no que é absolutamente essencial. Assim não vamos lá.

O balão de oxigénio

Este ano Portugal tem que se financiar no mercado (através da emissão de obrigações do tesouro) em 20 mil milhões de Euros. Hoje fizemos o leilão de cerca de 1200 milhões de euros e conseguimos que corresse bem: a procura superou a oferta e o juro ficou abaixo da barreira psicológica dos 7%.

Para tal não será alheia a acção do BCE, que tem estado a comprar dívida nos mercados secundários como forma de conter as taxas de juro praticadas, o que quer dizer que não é a nossa "boa performance" económica que tranquiliza os mercados, mas o apoio "discreto" do BCE (o qual, infelizmente, não durará para sempre).

Ainda assim, hoje ganhámos um balão de oxigénio e podemos respirar de alívio. Mas, como alertam os analistas, poderá ser um alívio curto, na medida em que teremos que voltar ao mercado para os restantes 19 mil milhões e será impraticável manter uma taxa de juro perto dos 7% para financiar esse montante. Por isso, a espada mantém-se sobre as nossas cabeças e "wisemen say" que recorrer, desde já, à ajuda internacional seria o melhor caminho.

Porém, temos um Primeiro-Ministro voluntarioso. Não o fará a ter ser obrigado e, por hoje, não o será É improvável que Portugal consiga continuar a passar entre as gotas da chuva e evitar recorrer à UE e ao FMI, mais à frente no caminho. Mas por agora podemos respirar. Respiremos, pois.

terça-feira, janeiro 11, 2011

Gostar de Homens


É um pirata que usa eyeliner, sem perder pitada da sua masculinidade. Já teve mãos de tesoura, uma fábrica de chocolates e um chapéu louco. Também foi um barbeiro demoníaco e o criador do Peter Pan. Agora é, simplesmente, um Turista em Veneza, com eyeliner e muito daquele "charme-naif" que tanto sucesso faz com o público feminino.

Boémio e provocador. Pai e marido. Actor de imenso talento: Johnny Depp, uma excelente razão para "gostar de homens".

Mais sobre a reportagem com Johnny Depp na edição de Janeiro da VF, aqui.

Género: "há bons medicamentos que podem ajudar"


José Sócrates é taxativo e isso serve-nos de muito, tal como serviu no passado. A palavra (e as opiniões do Primeiro-Ministro) conseguem ter pior "rating" do que a República, porque o que ele garante hoje, peremptório e convicto, é posto em causa amanhã por esse mundo que é, afinal, composto de mudança, como já Camões sabia, mesmo antes da crise e do Lehman Brothers, antes da crise da dívida e dos downgradings.

Por isso, por mais que José Sócrates (secundado por Teixeira dos Santos) afirme aquilo em que ninguém acredita (basta ler a imprensa não portuguesa), os Portugueses já perceberam que não haverá outra escolha para além daquela que é óbvia: pedir ajuda externa à UE e ao FMI e accionar o fundo de resgate. Poderá não ser hoje. Poderá não ser esta semana. Mas será um dia destes, depois de mais uma rotação da Terra.

segunda-feira, janeiro 10, 2011

I'm feeling...


Preciso de um mordomo, rapidamente, porque não aguento a "pressão doméstica do regresso à bruxelândia". O mordomo, inglês, obviamente, seria responsável por algumas tarefas simples que me facilitariam (muito) a vida: fazer camas; fazer máquinas (separando cores); organizar a minha agenda doméstica; fazer e desfazer as minhas malas; ir ao supermercado e arrumar as compras; não deixar acabar a água; acordar-me de manhã; preparar-me a roupa/sapatos/acessórios para o dia seguinte; desligar as luzes quando adormeço. E eu seria uma pessoa muito mais feliz.

sexta-feira, janeiro 07, 2011

O BPN, as acções e o Presidente

Num Estado normal, ter acções não é crime. Num Estado normal, fazer, com a venda dessas mesmas acções, uma mais-valia, não é crime. Num Estado normal, este é, simplesmente, o funcionamento do mercado de capitais. Por tudo isso, num Estado normal, a compra e venda de acções não seria tema de uma campanha eleitoral. Mas Portugal não é um Estado normal e, por isso, a venda de acções do BPN pelo actual Presidente da República (quando não desempenhava qualquer cargo público, entenda-se) é o “tema quente” de um Janeiro especialmente ameno.

Este é, porém, um “tiro ao lado”. Se é do BPN que querem falar, pois então que falemos. Que se explique e que se discuta o que eu (como qualquer cidadão comum) ainda não percebeu. E não quero saber da novela das acções que o Professor Cavaco Silva vendeu. Gostava, porém, que o Estado que injecta milhões no BPN, sem explicar aos contribuintes o como e o porquê, sem justificar a necessidade da intervenção estatal (a não ser com o medo do chamado “risco-sistémico”) e sem explicar como milhões gastos serão orçamentados, me contasse a história do BPN. Toda. A história de polícia mas também a história daquele governador que não viu, não ouviu, não percebeu e que, quando a bomba rebentou, se “pirou” para Bruxelas onde poderá, agora a nível Europeu, voltar a não ver, não ouvir e não perceber.

Gostava que o Estado me explicasse para quê mais 500 milhões para um banco que já se percebeu que ninguém quer comprar e que dificilmente poderá fugir ao mais do que certo destino que é a falência. Gostava que o Estado me explicasse porque é que todos sofremos com o aumento dos impostos e os cortes orçamentais, mas o BPN continua a ser um poço sem fundo onde todos os milhares de Euros ainda serão poucos. Gostava que o Estado me explicasse como vai “descalçar a bota” da nacionalização, sem ver o défice a galgar barreiras e a disparar (como aconteceu na Irlanda).

Num país normal, todas estas questões seriam mais importantes do que a compra e venda de acções. Infelizmente, Portugal não é um país normal.

quinta-feira, dezembro 30, 2010

Apresentação de contas 2010

As boas tradições são para manter e, apesar de moribundo, o SLIH ainda aguenta a apresentação de contas 2010. Aqui ficam. Registe-se e arquive-se.

Música do Ano: vou ser muito kitsch na escolha e eleger o BAD ROMANCE da senhora GAGA. Por nada de especial (nem por gostar especialmente), mas porque é aquela que mais me recordo de ouvir por aí, do nada e por nada.

Filmes do Ano: SINGLE MAN. Porque sim. Porque é do Tom Ford. Porque a Charlie podia ser eu (adorei os cigarros pink). Porque é sombrio, mas elegante. Porque adoro o uso da cor e a música. Porque tem estilo. Porque AMO os óculos dele e quero uns iguais.

Programa de Televisão do Ano: Vou voltar a ser super kitsch e assumir publicamente que é o GLEE. Adoro e não tenho vergonha. Seria pior ser a Casa dos Segredos...

Livro do ano: BRIDESHED REVISITED, de Evelyn Waugh. Difícil mas fascinante.

Autor do ano: Daniel SILVA. Desconhecido até ao verão, foi descoberto à beira da piscina e tornou-se um fiel companheiro de leituras. Israel e a Mossad nunca mais serão olhados da mesma forma e Gabriel Allon conquistou para si o título merecido de um dos meus heróis ficcionados preferidos.

Cidade do Ano: AMSTERDAM. De verão e de inverno. Com neve, com chuva ou com sol. Com o Francisco, com o Miguel, com o Henrique, com a Lina, com o Henrique, com a Claúdia, com o Tomás ou com a Inês. Com todos eles e também sozinha. A “brunchar” no Pijp ou perdida nos mercados de rua de Joordam. Nas lojas únicas ao longo do Prinsengracht ou na H&M da Leidsplein. Com mundial de futebol ou com mercados de Natal. Amsterdam sempre.

País do ano: Ahhhhhhhh que vai ser BELGICA! Eu sobrevivi a um ano inteiramente passado no país do Desolé!

Viagem do ano: Foi um ano de pequenas viagens com grande amigos e é isso que faz delas únicas e irrepetíveis.

Facto(s)único(s) do ano: Festa de anos em 4 momentos – Bruxelas – ar – Lisboa. Foi um espectáculo!!! Para o ano há mais!

Descoberta do Ano: Madame Moustache et son Freak Show! A bruxelândia nunca mais será a mesma!!!! Eh eh eh

Momento Non-Sense do ano: Momento “vous fermez pas la porte dans ma.... face!”

Sentimento do Ano: Irritação.

Surpresa do ano: Tudo passa. Tudo o que começa, acaba. Tudo recomeça. Tudo se reconstrói.

Paixão do ano: Nothing to declare.

Irritação do Ano: o SÓCRATES! Minha e de mais 10 milhões de portugueses!

Carteira do ano: Carteira couve-flor ou apenas flor, directamente de Maastricht para o mundo!
Sapatos do ano: As minhas FABULÁSTICAS Socas Cor-de-Rosa. Já disse que as ADORO?????????

Excentricidade do ano: Será que, para mim, o pink VAIO ainda pode ser considerado uma “excentricidade”??????

quinta-feira, dezembro 02, 2010

O meu manifesto anti-NEVE

Antes de morar em Bruxelas eu achava que não era sensível ao clima. Nem frio, nem chuva, nem sol, nem vento me perturbavam, irritavam ou alteravam. Pois claro que não era. Vivia em Lisboa, onde o tempo é estável e onde há sol perto de 300 dias por ano (estatística não oficial).

Hoje, um ano de Bruxelas depois, sei que sou sensível. E muito! A neve tira-me de mim e dá lugar a um monstro*. Monstro esse que, além de um feitio execrável, tem dores de cabeça. Grandes!

Mas antes de vir para a Bélgica, eu também achava que não era sensível à estupidez e descobri que afinal sou. Sobretudo estupidez belga. Eu a interagir com esse povo especialmente iluminado, dou por mim a ser outra pessoa. Lá se vai a calma, a ponderação e, principalmente, o bom humor. É logo entrar de pés juntos e com 7 pedras na mão (e mesmo assim saio a perder porque eles não só têm 14, como discutem na língua mãe!). Desolée

Agora somem-se as duas coisas, NEVE + Desolée, e temos aquilo que foi a minha semana

Porque este é um país onde habitualmente não neva (pouco), nada está preparado para essa eventualidade (não assim tão eventual). O que acontece? A cidade pára. Literalmente. O ano passado esperei 8 horas por um avião, hoje esperei 2 por um taxi. Os autocarros deixam de andar e a coisa mais simples (ir ao supermercado) assume proporções quase épicas. A neve cobre os carros, os passeios e as ruas (e só não nos cobre a nós porque não lhe damos tempo). Depois, a neve transforma-se em gelo e tudo patina. Eu, os carros, as biclas e até as crianças que, de repente, saem das tocas onde se escondem nos dias comuns e aparecem a fazer bonecos e bolas de neve à porta do Parlamento. O carros passam a andar a 30 à hora e eu a medir cada passo, com medo de partir uma perna. O caos instala-se e tudo o que conseguimos que nos digam é "ahh bon, ça depend des conditions climatiques, Désolé" ou então "C'est pas possible à cause de la neige, Desolé". E eu fervo. Mesmo a -6º.

Foi assim que descobri que a neve traz ao de cima o pior de todos nós. É uma fúria avassaladora que se vai instalando e nós a ferver na proporção inversa da temperatura a descer. (Sim, foi preciso chegar a Bruxelas para descobrir que é possível entrar em ebulição aos -7º!)

Por isso, a ideia bucólica de que a neve é linda (e NATALÍCIA!) até pode resistir ao primeiro inverno, mas no segundo acaba de vez e instala-se a fúria. Nada de musiquinhas White Christmas e afins e muito menos cartões de Natal com a "dita". Só pura e simplesmente a fúria.

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* Monstro ao ponto de ressuscitar um moribundo (este blog) só para ter onde escrever mal da neve... é grave.

terça-feira, julho 06, 2010

E a oposição governa, não?

O Ministro da Defesa e quarta figura do Governo, apresentou hoje aos deputados "um manual de instruções para combater a oposição".

São estas as preocupações de um Ministro como Santos Silva: combater a oposição. Deveria ser governar, mas isso acho eu que sou "old school"!

sexta-feira, junho 18, 2010

O país das maravilhas

Em Portugal é possível - pelo menos até Agosto - uma pessoa ter um património mobiliário (depósitos bancários e acções) no valor de 100 mil euros (ou mais) e acumular isso com o Rendimento Social de Inserção (!).

A partir de Agosto, só os que tenham património até 99.999 Euros poderão recebê-lo.

É esta a justiça social do socialismo pândego em que caímos. Quem trabalha e ganha 500 euros, vai pagar mais IRS e mais IVA. Quem não quer trabalhar, mesmo que tenha património até 100 mil euros, leva rendimento mínimo.

Da série: grandes candidatos



Grupo de mulheres católicas apela à candidatura de Bagão Félix????? Se isto é assim, por grupos de mulheres, eu apelo, então, à candidatura de José Mourinho.

Quem se junta a este apelo?

É tudo uma questão de "boas companhias"

quinta-feira, junho 17, 2010

A propósito de líquidos e aviões



No aeroporto de Girona vi deixarem passar no controlo de segurança garrafas de água; gel de banho e protector solar (tudo com mais de 100 ml). Em Lisboa fizeram-me uma cena porque os meus líquidos (todos embalagens mini-mini) não estavam dentro do saco "normalizado" que se vende no aeroporto.

Uma vez mais, a virtude não está no 8, nem no 80. E, a quem ocupa estas funções, pede-se o cumprimento escrupoloso das regras, aliado ao bom senso. E, já agora, que evitem ser mal educados e dizerem a um passageiro, enquanto o empurram: "com certeza a senhora está pouco habituada às regras dos aeroportos europeus", quando os meus "líquidos", que cumpriam todos os normativos legais, estavam num saco transparentes, o qual, por sinal, já passou, sem problemas, em Londres, Paris, Bruxelas, Barcelona, Madrid, Berlin, Roma, Milão, Dublin e Porto (que me lembre). E só não foi a NYC, sem problemas, porque eu não fui, e ele não viaja sem mim.

Still, Cavaco

Embora não seja fã do Presidente Cavaco - que julgo que tem tido falhas gravíssimas, sendo que uma delas pode ser cometida a breve trecho - não posso deixar de achar que a ideia de uma candidatura-católica-alternativa-anti-agenda-LBGT(ou lá como se diz) é, to say the least, disparatada. Lamento mas, para mim, a agenda católica/LBGT (que, estranhamente, é coincidente nos temas, mas não nas opiniões) não é assim tão relevante. Prefiro pensar em economia, em impostos e em medidas de consolidação orçamental. Porque, isso sim, pode ser determinante para a viabilidade de Portugal. Tudo o resto, é, mais ou menos, folclore. Porque, infelizmente, na vida dos países a velha teoria do "amor e uma cabana" não funciona e, ao FMI, tanto lhe dá termos, ou não, casamento entre pessoas do mesmo sexo.

Por tudo isso, esta ideia é disparata. No momento gravíssimo que Portugal atravessa, não podemos arriscar um Presidente Alegre. Ponto final.

quarta-feira, junho 09, 2010

Eu não sou grande fã de reality TV...

Quando, em 83, o FMI passou em Portugal eu não tinha idade para perceber nada. Muito menos política e economia e instabilidade financeira...

Mas, para que todos aqueles que, como eu, perderam a versão original, parece-me que agora, a ver pelas notícias, se prepara um remake para que os nascidos em 80 (e em 90, e no século XXI) possam ter essa experiência também. Uma espécie de "conta-me como foi" mas em versão reality show.

quinta-feira, maio 20, 2010

Também disponível em Portunhol: "Ya no vai haber TGV. Caput. Finito."



No âmbito das medidas de austeridade que está a tomar, Espanha suspendeu - pelo menos por um ano - todos os projectos de alta velocidade do país, incluindo, claro está, os projectos Lisboa-Madrid e Porto-Vigo.

Parece-me que agora é apenas uma questão de tempo para o "hermanito Sócrates" voltar atrás, dar o dito por não dito, culpar a crise e os Espanhóis, e adiar o "lado" português do TGV.

Podia ter sido diferente? Podia. Podia o PM Português ter liderado a decisão ao invés de ir a reboque das pressões alheias? Podia. Mas se o fizesse, já não seria o "nosso" Engenheiro Sócrates.

terça-feira, maio 18, 2010

Y tambien foi a dançar un tango en Argentina



Estou fascinada.

"Sócrates foi a comprar caramielos a Badajioz"




"Mira, essa conviersa de quien obrigou a quem és apenas rídicula. Rídicula. Pra no dizer outra cosa." JS

Esta "coisa" que o nosso PM fala é EXTRAORDINÁRIA!!!!!!!!!!

DANCE ME TO THE END OF... LOVE?


Eu sei que já vem "requentada", mas há pérolas imperdíveis e esta é uma delas:

"Para dançar tango são precisos dois e eu não tive parceiro durante meses." Sócrates sobre Passos Coelho.

Parece-me que pela frequência das visitas a S. Bento, o "namoro" vai de vento em poupa. Não tarda há casamento. E com a benção presidencial, ora nem mais!

domingo, maio 16, 2010

Brasil

O Presidente Lula está no Irão a negociar o "dossier nuclear". Clinton e Medvedev falam de "última oportunidade para o Irão" antes da imposição de sanções. Mais uma vez o Brasil consolida a sua posição no mundo, como negociador, intermediário e voz activa na política externa, e reafirma a sua vontade de ter um lugar permamente no Conselho de Segurança das Nações Unidas. Devemos estar atentos a esta nova potencia.