Natalie Portman, Rodarte
segunda-feira, fevereiro 28, 2011
And the Oscar goes to...
Ontem terá sido das primeiras vezes que não vi os Oscars por opção. Preferi uma boa noite de sono a uma cerimónia previsível. Pelos vistos acertei. Foi uma cerimónia sem surpresas que consagrou, e muito bem, o Discurso do Rei, o qual arrecadou 4 Oscars nas principais categorias (embora tenha faltado o mais do que merecido Oscar para Geoffrey Rush). Colin Firth teve, por fim, o reconhecimento, adiado desde o ano passado, quando chamou a atenção como um Homem Singular, pela mão de Tom Ford. Chega ao Oscar num papel menos polémico e mais exigente.
Mas, sem dúvida, o grande vencedor da noite é o Rei George VI, que foi muito mais do que um "Rei gago" que superou circunstâncias pessoais adversas. Embora tenha vivido à sombra de um irmão que encantava o mundo por ter abdicado da coroa por amor, à sombra de um Primeiro-Ministro que foi um "herói de guerra" e à sombra de uma rainha consorte apelidada, por Hitler, de "a mulher mais perigosa da Europa", teve, por fim, quase 60 anos depois da sua morte, uma homenagem, com bom gosto e humanidade, à boa maneira britânica.
quinta-feira, fevereiro 24, 2011
A revolta dos desolé(e)s
A Desolândia, aka Prozac Nation (country previously known as Belgium), está há 256 dias sem governo. Os vários partidos não dão mostras de se entenderem e os cidadãos reagem com aquilo a que o Público chama "típico sentido de humor belga". Eu lamento dizer, baseada na minha experiência com "o belga", que não há tal coisa como o "típico sentido de humor belga". O que há é uma especial "belgian way of life" que se traduz numa sucessão de "desolé(e)s" em todas as dimensões da vida. O belga é desolé(e). Mais nada. Não é humor, não é revolta, não é tentar resolver o problema. É só desolé(e). Mais nada.
Pas de governement belge? Desolé(e)!
domingo, fevereiro 20, 2011
The Open society and its enemies




Imagens impressionantes de uma manifestação em Londres. A pergunta que se impõe é: ainda será democracia aceitar a existência de movimentos que contestam a própria democracia?
segunda-feira, fevereiro 14, 2011
Do Lehman Brothers aos BAFTA
Os BAFTA comprovaram que a Red Carpet dá sinais de só agora estar a sentir a crise que começou no Lehman Brothers. Esperemos que a sua recuperação se mostre mais rápida que a da banca e da dívida soberana, até porque neste caso duvido muito que o FMI possa ajudar.
Emma Watson, VALENTINO
Eva Green, TOM FORD
Emma Stone, LANVIN
Haille Steinfeld, MIU MIU
Talulah Riley, NO ONE
Gemma Arterton, YVES SAINT LAURENT
Helena Boham-Carter, VIVIENNE WESTWOOD
Natasha Mcelhone, ESCADA
Rosamund Pike, ALEXANDER MCQUEEN
Thandie Newton, MONIQUE LHUILLIER
Sarah Harding, GEORGE CHAKRA
sexta-feira, fevereiro 11, 2011
A democracia e o Egipto
Mubarak terá deixado hoje o Egipto, "sources say". A sua saída é o culminar, natural, diga-se, de semanas de protestos e de manifestações. Com a sua saída, o mundo respira aliviado. Sai o tirano e abre-se o caminho para eleições livres e para a democratização do Egipto. Tudo muito bem.
Também eu estou com os egípcios que pedem melhores condições de vida. Com os jovens que querem aceder ao Facebook sem limitações. Com as mulheres que querem direitos iguais. Com os jornalistas e bloggistas que lutam pela liberdade de expressão. Com todo um povo que quer mais liberdade e menos opressão; mais direitos e menos arbitrariedade; mais mobilidade social e menos corrupção. Todos nós, os que defendemos a liberdade, estamos com aqueles milhares de Egipcios na Praça Tahrir.
Mas...
E se a saída de Mubarak abrir a porta a um novo regime autocrático? E se esse regime, ao invés de ser secular, for teocrático, como aquele que vigora no Irão? E se a Irmandade Muçulmana, uma organização fundamentalista que advoga a Jihad e condena os governos seculares, ganhar eleições livres? Será que os líderes Europeus e Americanos serão tão prontos a impedir tal evolução como o foram a incentivar a rápida democratização do Egipto, sem cuidar de saber se este está preparado para eleições livres e para uma gradual democratização e secularização ao estilo Atatürk?
A democracia, tal como uma casa, não se contrói pelo telhado. Precisa de fundações e de pilares e esses não se constroem em duas semanas de revoltas populares. Por isso, é preciso prudência e é fundamental que os aliados ocidentais aprendam com os erros do passado. Obama não quererá ser o Jimmy Carter do Egipto. E o mundo não quer vir a ter saudades do "bom tirano".
Também eu estou com os egípcios que pedem melhores condições de vida. Com os jovens que querem aceder ao Facebook sem limitações. Com as mulheres que querem direitos iguais. Com os jornalistas e bloggistas que lutam pela liberdade de expressão. Com todo um povo que quer mais liberdade e menos opressão; mais direitos e menos arbitrariedade; mais mobilidade social e menos corrupção. Todos nós, os que defendemos a liberdade, estamos com aqueles milhares de Egipcios na Praça Tahrir.
Mas...
E se a saída de Mubarak abrir a porta a um novo regime autocrático? E se esse regime, ao invés de ser secular, for teocrático, como aquele que vigora no Irão? E se a Irmandade Muçulmana, uma organização fundamentalista que advoga a Jihad e condena os governos seculares, ganhar eleições livres? Será que os líderes Europeus e Americanos serão tão prontos a impedir tal evolução como o foram a incentivar a rápida democratização do Egipto, sem cuidar de saber se este está preparado para eleições livres e para uma gradual democratização e secularização ao estilo Atatürk?
A democracia, tal como uma casa, não se contrói pelo telhado. Precisa de fundações e de pilares e esses não se constroem em duas semanas de revoltas populares. Por isso, é preciso prudência e é fundamental que os aliados ocidentais aprendam com os erros do passado. Obama não quererá ser o Jimmy Carter do Egipto. E o mundo não quer vir a ter saudades do "bom tirano".
Diário de Viagem - ISRAEL (1)
Bandeira de Israel em Massada, a fortaleza localizada num monte no deserto da Judeia, símbolo da resistência e da revolta dos Judeus contra o exército Romano. É aqui que, hoje em dia, os recrutas das Forças Armadas Israelitas fazem o seu juramento de fidelidade: "Massada não cairá nunca mais".
É preciso ir a Israel para perceber Israel. E isto porque é preciso perceber o que é ser um Estado, pouco maior do que o Alentejo, na península Arábica. O que é ser a única democracia de tipo ocidental numa região onde ainda prevalecem os regimes autoritários sejam eles de cariz secular (Egipto) ou teocrático (Irão). Perceber o que é ter uma terra que é pobre (em grande parte deserto) e ainda assim conseguir ser autosuficiente. O que é defender e praticar a liberdade e a tolerância num terreno fértil ao extremismo e ao fundamentalismo. Perceber o que é tentar viver um modelo democrático ocidental num meio adverso e ter que combater, dia a dia, aqueles que querem a destruição de Israel.
É preciso ir a Israel para perceber o que é lutar pela sobrevivência de um Estado e de um povo. É preciso ver e ouvir. É preciso sentir. Talvez Massada seja a melhor metáfora do que tem sido a História de Israel - uma luta diária pela sobrevivência. Luta essa que não impede, ainda assim, que um Europeu chegue a Israel e se sinta "em casa", porque ali, num palco que também é de guerra, uma guerra civilizacional, encontramos os nossos valores. Como disse Gunnar Hökmark, presidente dos European Friends of Israel, "in Israel we are in the common land of democracy". E é por isso que Massada não cairá, porque a liberdade, a democria e a tolerância não podem perder.
domingo, janeiro 30, 2011
The social network

Numa atitude irracional, recusei-me a ver a história do Facebook no grande ecrã. E fui resistindo. Mas, depois de tantas nomeações e prémios, a curiosidade venceu-me e quem ganhou fui eu que vi um bom filme. Não acho que seja o "melhor filme do ano", mas é bastante melhor do que aquilo que eu pensava. Está bem feito e conta uma história simples de forma clean. Não toma partidos nem termina com lições de moral. No entanto, deixa-nos a pensar no que vai na cabeça do homem que "inventou" (this is controversial) o Facebook.
sexta-feira, janeiro 28, 2011
terça-feira, janeiro 25, 2011
Gostar de Homens
Os russos chamam-lhe, na última edição da GQ, “The last male of Europe”. Podemos não ir tão longe, mas a verdade é que Javier Bardem é magnético. Um homem que não é bonito, mas que tem "qualquer coisa" que é indefinível e que não é apenas talento. Quem com ele trabalha, gaba-lhe a dedicação extrema e o perfeccionismo. Ele compara a construção de uma personagem ao trabalho de um arquitecto e relembra que antes de ser actor quis ser pintor. Não se importa de interpretar doentes, velhos, ou homossexuais. Entrega-se a cada um deles e dá-lhe vida, uma vida própria e única. Ramón Sampedro não é Reinaldo Arenas e nenhum dos dois é Anton Chigurh, o assassino que lhe valeu o Oscar.
O meu preferido, acaba por ser o próprio Bardem. É aí, na sua vida, como boémio e sedutor, que o seu charme está elevado à potência máxima. O verdadeiro "macho latino". Biutiful!
Mais fotografias da edição Russa da GQ com Bardem aqui.
segunda-feira, janeiro 24, 2011
Uma questão de formato
Fomos todos convocados a reflectir sobre a abstenção e eu lá o fiz, ainda que a custo, e depois de ponderar as vantagens e desvantagens do voto obrigatório cheguei à seguinte conclusão: o problema está na forma antiquada como as eleições se processam. Os Portugueses, já se viu, estão cansados da política "tradicional", dos debates e dos outdoors. Por isso, para uma campanha mais dinâmica, animada e participada, temos de mudar de formato.
Entregaria, assim, a organização das eleições presidenciais à TVI, com apresentação da Fátima Lopes e do Manuel Luís Goucha. Seriam umas Presidenciais em formato reality show:
1. Uma auto-caravana que vai correndo o país (Simple Life), os candidatos a PR, câmaras 24 horas/dia.
2. Pequenos programas diários com notícias sobre o dia. Especial diário sobre cada um dos candidatos.
3. Gala semanal em que os candidatos vão sendo eliminados pelo público.
4. Os candidatos, durante a duração do programa (campanha) são convidados não apenas a debaterem questões políticas de relevância nacional, mas também a descobrir o segredo dos adversários (Secret Story); a cantar (American Idol); a dançar (So You Think You Can Dance); a ser fotografados para uma revista de moda (Next American Top Model); e a ser pesados semanalmente (The Biggest Loser).
5. Gala final, na noite de passagem de ano, em que já estão apenas os dois candidatos preferidos do público. O candidato mais votado ganha. O anúncio deverá ser feito imediatamente depois da meia-noite.
sexta-feira, janeiro 21, 2011
Razões igualmente válidas, mas menos fúteis
Portugal atravessa a maior crise económica e financeira dos últimos anos. Para além disso, vive uma crise de confiança. Não é tempo para experiências ou malabarismos. Alegre pode ter "bom ar" (que o tem, sem dúvida), e pode até ter aquela aura especial de poeta boémio-marialva, mas isso agora não chega. Precisamos de um homem com provas dadas e com competência reconhecida. Precisamos, sobretudo, de um Presidente que tenha uma visão clara (e institucional) dos poderes presidenciais. Não queremos um jogador do jogo político, como foi Sampaio. Queremos um juiz imparcial e um defensor da ordem constitucional.
Voto Cavaco para ter a garantia de imparcialidade e de análise lúcida e capaz das circunstâncias políticas e económicas.
Voto Cavaco porque todos sabemos que em cada casa é preciso o adulto chato e cinzento, para impor alguma ordem no recreio. Se o país é o recreio e o governo é o circo, Cavaco é o chato e cinzento que nos dá segurança quando as coisas correm mal.
Voto Cavaco porque é a única opção viável. A melhor opção. E voto muito mais convicta do que há 5 anos atrás, porque Cavaco foi exactamente o Presidente que eu imaginava: atento e, sobretudo, previsível. E, nos estranhos tempos que vivemos, essa acaba por ser a sua melhor qualidade e a melhor garantia para os próximos 5 anos.
Razões para votar Cavaco (4)
Porque irrita os beatos que ainda não conseguiram ultrapassar os seus "fantasmas gays".
Razões para votar Cavaco (3)
Porque a Senhora Tatcher e o Senhor Kohl lhe confiavam a verificação das contas da UE. Se o fazia, também saberá verificar as nossas, apesar das "engenharias-malabaristas" do "engenheiro-domingueiro".
Razões para votar Cavaco (2)
Para irritar a extrema-esquerda, a esquerda-queque, a esquerda-cívica e a esquerda-proletária.
quarta-feira, janeiro 19, 2011
segunda-feira, janeiro 17, 2011
The Man of the Match *
Johnny Depp
Enquanto nelas não interessa quem são, mas o que vestem (como se vê pelas legendas dos posts anteriores) neles não interessa o "label", mas apenas o "look". Não sei o que veste Johnny Depp, nem de quem são as jóias e os sapatos. Para dizer a verdade, não me interessa. O que interessa é que ele estava fantástico. Boho Chic, ao melhor estilo J.D.
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* Convenhamos que na ausência do George (Clooney), do Javier (Bardem) ou do Daniel (Craig) e a competir, apenas, com os vampiros e demais pós-adolescentes sem graça, era impossível não ser ele o meu Mr. Golden Globe!
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* Convenhamos que na ausência do George (Clooney), do Javier (Bardem) ou do Daniel (Craig) e a competir, apenas, com os vampiros e demais pós-adolescentes sem graça, era impossível não ser ele o meu Mr. Golden Globe!
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